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13/03/2019 13:05 -03 | Atualizado 13/03/2019 13:51 -03

Oposição critica acesso a armas após massacre na escola de Suzano

"Tragédias como essa resultam do incentivo à violência e à liberação do uso de armas", disse Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Galeria de Fotos Massacre em escola de Suzano (SP) deixa 10 mortos Veja Fotos

O tiroteio em escola em Suzano, na Grande São Paulo, que deixou pelo menos 10 mortos e 10 feridos, provocou críticas da oposição à flexibilização no porte e posse de armas de fogo, bandeira de campanha do presidente Jair Bolsonaro. Decreto assinado em janeiro pelo ex-deputado já tornou mais flexível o porte de armamentos.

Nas redes sociais, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que tragédias desse tipo são resultado do incentivo à violência e liberação de armas.

Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou a postura do governo em incentivar o uso de armas nesse contexto. “Não duvido que apareça um lunático desses com o argumento de que ‘se as crianças estivessem armadas, isso tudo teria sido evitada’.”

Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também reforçou que a liberação de armas leva a tragédias como a de Suzano.

Na Câmara, o deputado Túlio Gadelha (PDT-PE) mostrou indignação com pessoas que propõem a ampliação do acesso a armas como solução para a crise de segurança pública.

O mesmo entendimento foi reforçado pela deputada Talíria Petrone (PSol-RJ). “O debate sobre armamento não pode ser feito com ódio”, escreveu.

Candidato do PSol à Presidência da República em 2018, Guilherme Boulos, disse que ”é preciso dar um basta ao culto da violência, que apresenta armas como ‘ideal de força’”.

Políticos pró-armas lamentam tiroteio

Dois adolescentes encapuzados invadiram uma escola e se mataram na sequência. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), cancelou sua agenda e foi até o local volta das 11h da manhã para acompanhar o trabalho de resgate e atendimento aos feridos.  O tucano é a favor da flexibilização do uso de armas.

Outros políticos pró-armamento também se solidarizaram com a situação em Suzano, como o candidato do Novo ao Palácio do Planalto em 2018, João Amoedo.

Também presidenciável na última eleição, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) lamentou o episódio de violência que vitimou adolescentes.

Aliado de Bolsonaro e ex-deputado federal, o deputado estadual Delegado Francischini (PSL-PR) desejou força aos familiares dos envolvidos na tragédia.

Ativista pró-armas, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que presidia sessão solene na Câmara dos Deputados sobre combate à corrupção, pediu um minuto de silêncio às vítimas do tiroteio.

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, por sua vez, prometeu acompanhar a apuração dos fatos. ”Expresso meu repúdio a essa manifestação de violência”, escreveu.