O que você precisa saber para não ser hackeado e usar o Zoom com segurança

O número de usuários da plataforma saltou de 10 milhões para 200 milhões por dia.

Crianças e adultos têm recebido comentários e imagens inadequados de hackers quando usam o serviço de videoconferência Zoom.

Nesse tipo de ataque, conhecido como “zoombombing”, desconhecidos entram de repente na conversa. Com o uso cada vez mais frequente da ferramenta durante o isolamento, esse tipo de ocorrências parece ter aumentado muito. Até mesmo pais conversando com seus filhos foram alvo do “zoombombing”, como testemunhou um funcionário do HuffPost.

Questionado sobre o problema, um porta-voz da empresa disse ao HuffPost UK: “Estamos muito preocupados com o número crescente de reclamações sobre assédio em nossa plataforma e condenamos esse tipo de comportamento de forma veemente”.

O Zoom diz estar usando os comentários dos usuários para se proteger dos ataques e dos problemas de privacidade. No começo de abril, a companhia afirmou que o desenvolvimento de novas funcionalidades seria paralisado até que a questão da privacidade fosse resolvida.

Mas, por enquanto, como usar o Zoom de maneira segura – e quais são as alternativas? Explicamos os pontos básicos abaixo.

O que é o Zoom?

O Zoom é um serviço de comunicação via internet lançado em 2011. A empresa oferece videoconferências e webinars por meio da web, aplicativos e equipamentos específicos para salas de reunião.

O serviço era relativamente popular, mas o uso explodiu com o isolamento. Em dezembro do ano passado, o número médio de usuários por dia era de 10 milhões; em março, passou para 200 milhões.

Mas o Zoom está pagando o preço do sucesso: a plataforma tornou-se alvo dos hackers.

Como os hackers conseguem invadir chamadas?

Toda reunião do Zoom tem um identificador de nove dígitos que deve ser compartilhado com os participantes.

Em alguns casos, esse código fica público – os hackers podem encontrá-los na internet ou simplesmente tentam chutar um identificador aleatório. Isso é o zoombombing.

Agora, existem medidas para evitar que isso aconteça.

Como evitar o “zoombombing”?

Desde 5 de abril, quem cria a chamada do Zoom tem de escolher uma senha, que deve ser usada pelos convidados para entrar na reunião. Isso reduz o risco da entrada de penetras.

Quando todos os participantes estiverem na sala, o organizador também pode “trancá-la”. Para fazer isso, clique em “participants”, na parte de baixo da tela, e selecione “lock meeting”.

Outras maneiras de evitar o “zoombombing”:

. Não compartilhe o link das reuniões nas redes sociais ou outras páginas públicas.

. Use a opção de “waiting area” (sala de espera), para autorizar a entrada dos participantes individualmente.

. Exija que todos os participantes estejam logados, ou seja, todos têm de ser cadastrados no Zoom para participar da chamada.

. Para evitar fotos ou outros conteúdos inadequados, desligue a opção de transferência de arquivos (file transfer).

Quais são as alternativas?

O Zoom não é para você? Existem diversas alternativas. WhatsApp, Skype, Google Hangouts, FaceTime e Facebook Messenger todos têm a opção de chamada de vídeo.

Seja qual for sua preferência, pesquise sobre o serviço escolhido e as opções de privacidade.

*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost UK e traduzido do inglês.