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30/01/2019 19:45 -02 | Atualizado 30/01/2019 19:46 -02

Número de mortos em Brumadinho sobe para 99 e 259 seguem desaparecidos

Defesa Civil diz que há equipes de busca em todo o trajeto da lama.

Adriano Machado / Reuters

Cinco dias após a tragédia causada pelo rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho(MG), o número de mortos subiu para 99, segundo a Defesa Civil de Minas Gerais. No entanto, ainda há 259 pessoas desaparecidas.

Segundo o coordenador da Defesa Civil mineira, tenente-coronel Flávio Godinho, 57 dos 99 corpos resgatados já foram identificados pelas autoridades. Dos 259 desaparecidos, 101 são empregados da mineradora. Dez pessoas estão hospitalizadas e 264 ficaram desabrigados.

Godinho afirmou que “em todo o trajeto do rejeito, há bombeiros trabalhando”. “Não existe uma área nesses momento que não exista uma equipe de busca”, disse.

Nesta quarta, contudo, as buscas se concentraram mais na área do antigo refeitório da Vale. Acredita-se que grande parte das vítimas estejam nessa região, já que a barragem se rompeu na hora do almoço. 

Tropas enviadas de São Paulo também já começaram a atuar, atuando em seis pontos de monitoramento. As atividades também foram reforçadas por 58 voluntários, que ficam na chamada ”área morna”, nas imediações do mar de lama e contribuem na verificação de vestígios de corpos.

 

ASSOCIATED PRESS

Nesta quinta-feira (31), tropas de Santa Catarina e do Espírito Santo integrarão os esforços de buscas. O porta-voz do Corpo de Bombeiros, Pedro Aihara,  disse que a previsão da participação do reforço israelense é até a próxima sexta-feira (1º), e que a continuidade será discutida “em nível de governo”.

O grupo vai receber também o apoio do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Minas Gerais. “Já temos 16 pelotões de 25 PMs. São militares especialistas que vêm complementar pontos específicos de difícil acesso. A ideia é de progressão em espiral para que consigamos verificar todas as áreas”, explicou o Major Flávio Santiago, da PM estadual.

A barragem B6, com água, segue monitorada 24 horas por dia, segundo o órgão, sem risco de rompimento. Um plano de contingência, entretanto, foi elaborado de forma preventiva.

 

* Com informações da Agência Brasil