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02/04/2020 12:21 -03 | Atualizado 03/04/2020 08:14 -03

Coronavírus já matou mais de 1.300 em Nova York e mudou a cidade completamente

Hospital de campanha no Central Park, navio-hospital às margens do Hudson, Times Square e Grand Central vazias: Nova York como ninguém havia visto.

Em 20 dias, Nova York se transformou. Desde a primeira morte por covid-19 registrada na cidade, em 14 de março, até agora, foram mais de 1.370 vítimas fatais. As avenidas e ruas, os pontos turísticos, a Times Square, o Central Park. Nada mais é como antes na cidade que se tornou o epicentro da pandemia de coronavírus nos Estados Unidos.

O parque mais famoso do mundo hoje abriga um hospital de campanha, com tendas que reúnem 68 leitos. Nas margens do rio Hudson, mais precisamente no Pier 90, a uns 20 minutos de caminhada do Central Park, um navio-hospital da Marinha pintado de branco com enormes cruzes vermelhas ancorou nesta semana para atender pacientes com covid-19 em seus 1.000 leitos. 

O prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio, disse nesta quarta (1º) que o mês de abril deve ser ainda pior para os nova-iorquinos. Segundo ele, o sistema de saúde ainda vai precisar de 65 mil leitos adicionais até o fim do mês.

Na segunda-feira, o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, já havia pedido a profissionais de saúde dos Estados Unidos que viajassem para Nova York para reforçar o atendimento nos hospitais. “Por favor, venham nos ajudar em Nova York agora. Precisamos de ajuda”, declarou Cuomo.

Veja como o coronavírus transformou Nova York.

Jeenah Moon / Reuters
Tendas que abrigam 68 leitos foram montadas no Central Park para atender pacientes com covid-19.

Os enormes gramados do Central Park agora abrigam tendas que atenderão pacientes com covid-19.

David Delgado / Reuters
O hospital de campanha foi montado pela organização cristã e pela Fema (Agência Federal de Gestão de Emergências).

E, enquanto isso, o parque, um dos principais pontos turísticos e de lazer para os moradores, está em grande parte fechado. Seus 3,4 km² estão assustadoramente vazios, num cenário sem precedentes.

Brendan McDermid / Reuters
Parquinho fechado no Central Park durante a pandemia de coronavírus.

A paisagem também mudou na margem do rio Hudson. O imenso navio-hospital com 1.000 leitos chegou nesta semana a Nova York e ficará ancorado no Pier 90, a 20 minutos de caminhada do Central Park.

Eduardo Munoz / Reuters
Navio-hospital da Marinha ancorado em pier de Manhattan, com o Empire State atrás.

Uma das primeiras imagens de Nova York a chocar o mundo, no entanto, foi a da Times Square praticamente vazia devido às políticas de isolamento social. A região de junção da Broadway com a 7ª Avenida, que vai da rua 42 à rua 47, recebia aproximadamente 330 mil pessoas todos os dias, até agora.

John Lamparski via Getty Images
Sem turistas, sem moradores: a Times Square nunca esteve tão silenciosa.
Eduardo Munoz / Reuters
Uma Times Square praticamente vazia já podia ser vista no dia 14 de março.

Os poucos estabelecimentos que ainda hoje seguem abertos na Times Square, estão assim, às moscas.

Carlo Allegri / Reuters
Filial do McDonalds na Times Square vazia no último dia 31.

Uma cena inacreditável em tempos normais: o metrô de Nova York vazio na estação da Times Square, uma das mais movimentadas da cidade.

Xinhua News Agency via Getty Images
Estação e metrô vazios no último dia 26.

Na mesma altura, mas do lado leste de Manhattan, a Grand Central, um dos principais hubs do sistema de metrô - além de importante ponto turístico - também fica boa parte do dia assim agora: quase vazia. A foto abaixo foi tirada ao meio-dia da última terça-feira, 31. Diariamente, ela costuma receber cerca de 750 mil pessoas.

Andrew Kelly / Reuters
A Grand Central, em Nova York, que recebia diariamente 750 mil pessoas.

Do lado de fora da Grand Central, uma vista da Park Avenue, importante via de Manhattan, sem qualquer movimento em plena tarde de quarta-feira (1º).

John Lamparski via Getty Images
Park Avenue e Grand Central em tempos de coronavírus.

Outro cenário impensável: as escadarias do Met, o Metropolitan Museum, vazias. Num dia comum, elas ficam abarrotadas de turistas. O Met recebe 7,4 milhões de visitantes por ano.

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Metropolitan Museum, que ereceb 7,4 milhões de visitantes ao ano.