ENTRETENIMENTO
23/02/2019 02:00 -03 | Atualizado 25/02/2019 15:17 -03

'Nasce Uma Estrela': O drama musical que encanta espectadores há mais de 80 anos

Recorde as 3 versões anteriores do filme pelo qual Lady Gaga poderá levar o Oscar.

Montagem/Reprodução/IMDB/Divulgação
Filme "Nasce Uma Estrela" original é de 1937. Outros remakes foram lançados em 1954, 1976 e 2019.

No próximo domingo (24), Lady Gaga poderá ganhar o Oscar por sua estreia como atriz em um longa-metragem – feito notável para uma artista que ascendeu no showbizz sob a alcunha de popstar excêntrica. A artista cumpriu com maestria a difícil missão de dar vida à personagem Ally, garçonete alçada à fama pelo músico decadente Jack (Bradley Cooper) no filme Nasce Uma Estrela, cuja trama já foi levada para a tela do cinema outras 3 vezes.

 

Além do Oscar de Melhor Atriz, a nova versão do drama musical dirigida por Cooper concorre em outras 8 categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Canção Original, por Shallow, que também tem assinatura de Gaga. Apesar de dividirem o mesmo título e intenções gerais das personagens, as 4 versões de Nasce Uma Estrela apresentam diferenças substanciais em seus roteiros.

Veja a seguir detalhes das tramas que têm encantado espectadores há 82 anos.

1937

 

A trama original de Nasce Uma Estrela (1937) se passa longe de shows em grandes estádios. O casal protagonista, interpretado por Janet Gaynor e Fredric March, se conhece nos bastidores dos estúdios Hollywood. A jovem Esther Blodgett (Janet) batalha para ser uma estrela na Califórnia. Trabalhando como garçonete em uma festa, ela conhece Norman Maine (Fredric), um ator bem-sucedido que logo se apaixona pela jovem e a incentiva em sua carreira – o que dá certo. Ela adota o nome Vicki Leste e torna-se uma premiada estrela de cinema. Ao mesmo tempo, o abuso de álcool faz que Norman seja rejeitado pelos produtores. Nessa atmosfera dramática, o protagonista vai para uma clínica de reabilitação e Esther considera abandonar a carreira para ajudar o companheiro. O desfecho do roteiro criado por William A. Wellman e Robert Carson é trágico e também premiado: levou o Oscar em 1937 - único prêmio conquistado pelo filme que teve também outras 6 indicações. 

 

1954

 

Em 1954 foi a vez de James Mason e a estrela Judy Garland (O Mágico de Oz) darem vida aos protagonistas de Nasce Uma Estrela. Lançado em plena era dos musicais de Hollywood, o longa tem números que tornam o remake menos pesado que o original. Na trama, uma Esther menos vulnerável faz pequenos shows em bares e cabarés. Em um deles, ela se encontra pela primeira vez com Norman — ocasião desagradável, já que o astro de cinema, embriagado, causa enorme confusão. Depois de uma nova aproximação e algum embate, Norman convence Esther de desistir da turnê musical que ela havia planejado para tentar um lugar ao sol em Hollywood. A empreitada não é fácil, mas Esther consegue alcançar prestígio também com o nome de Vicki Leste. A partir daí, o roteiro segue fiel ao filme original, apresentando, inclusive, o fim trágico. Dirigido por George Cukor (My Fair Lady), este Nasce Uma Estrela recebeu 6 indicações ao Oscar, incluindo o de Canção Original para The Man that Got Away, que a personagem Esther canta na segunda vez que o casal se encontra.

 

1976

 

É desta versão de Nasce Uma Estrela, de 1976, que o filme de Bradley Cooper mais se aproxima. Estrelado por Kris Kristofferson e pela diva Barbra Streisand, o longa tem como pano de fundo o universo das estrelas do rock e não mais dos astros de Hollywood. Na trama, o protagonista chamado John Norman é um rockstar um tanto conturbado que se apaixona por uma aspirante a cantora, a independente e intensa Esther Hoffman. Eles se conhecem em um bar e acabam se apaixonando, posteriormente, em um show do músico. Depois de substituir sua participação em um evento pela de Esther, tem início a ascensão dela e o declínio do roqueiro – que além de álcool, faz uso abusivo de outras drogas. Nessa versão, é Esther que pede o músico em casamento. E, de forma semelhante ao filme de Cooper, é a protagonista quem ganha o Grammy, sendo constrangida no palco pelo companheiro embriagado. Com desfecho diferente das demais versões, o longa traz ainda outro elemento que torna a relação do casal ainda mais conturbada: uma traição. O filme levou o Oscar de Melhor Canção Original por Evergreen, que a personagem Esther canta na cena final.