ENTRETENIMENTO
19/06/2019 21:00 -03 | Atualizado 19/06/2019 21:10 -03

Tudo sobre 'Björk Digital', mostra imersiva da artista islandesa que ocupa o MIS-SP

Exposição focada em realidade virtual destaca seis trabalhos do álbum "Vulnicura", lançado pela cantora após o término de um casamento de 13 anos.

Divulgação/MIS
Cena de "Stonemilker", vídeo que abre a exposição em cartaz no MIS-SP.

O público brasileiro tem a chance de mergulhar no universo criativo de uma das principais artistas de vanguarda da atualidade. Até o dia 18 de agosto, o MIS-SP (Museu da Imagem e do Som) será ocupado pela mostra Björk Digital, que expande a potência e significados das canções da islandesa Björk por meio da combinação de música, arte e tecnologias de última geração.

A exposição imersiva chega à São Paulo depois de passar por cidades como Sydney, Tóquio e Barcelona. A curadoria é do Manchester Internacional Festival (MIF) e traz colaborações de Björk com artistas visuais de renome internacional.

A mostra ocupa dois andares do MIS.

No primeiro, o visitante entra em contato, por meio de óculos de realidade aumentada, com vídeos criados para seis faixas de Vulnicura, o penúltimo disco de Björk - feito após o término de seu casamento de 13 anos com o inglês Matthew Barney, com quem a cantora teve uma filha.

Na primeira sala ocorre a exibição de Stonemilker, que foi dirigido por Björk em parceria com o diretor chinês radicado nos EUA Andrew Thomas Huang. Sentado, o espectador acompanha Björk cantando nas areias escuras de uma praia de Grótta, Reykjavík, na Islândia, mesmo local onde ela compôs a canção.

 

Em seguida, o visitante é encaminhando para uma segunda sala escura para vivenciar a experiência de Black Lake, no qual Björk canta sob arranjos de corda e música eletrônica em uma caverna da Islândia. O clipe tem direção do cineasta de moda e música Andrew Thomas Huang.

 

A terceira sala reserva dois vídeos: Moth Mantra e Quicksand. O primeiro é dirigido pelo artista visual japonês radicado no Reino Unido Jesse Kanda e leva o espectador para uma experiência claustrofóbica no interior da boca de Björk. O clipe evoca uma cirurgia que a islandesa teve que realizar nas cordas vocais.

 

Quicksand mostra uma performance ao vivo de Björk, em Tóquio, capturada em realidade virtual aumentada. O vídeo foi transmitido mundialmente via internet em tecnologia 360°. Na mostra, o material desenvolvido pela Dentsu LabTokyo apresenta novos elementos de interação.

 

A quarta área de exposição é onde o visitante pode ficar novamente em pé. Nesse local são exibidos os vídeos de Family e Notget. Além dos óculos e fones de ouvido, o visitante também recebe nesse espaço controles interativos.

Notget tem direção de Warren Du Perez e Nick Thornton Jones e traz um avatar reluzente de Björk dançando sobre o espectador. Family é dirigido por Andrew Thomas Huang em parceria com a cantora e James Merry. O vídeo tem como imagem e ponto de interação central a figura de uma vulva, na qual a cantora relaciona questões como origem da vida, emoções e empoderamento.

 

No segundo andar do MIS, o espectador tem acesso a uma área educativa voltada tanto para crianças quanto adultos. Nela estão disponíveis vários tablets equipados com aplicativos de criação de música. O projeto multimídia foi desenvolvido para o lançamento do disco Biophilia(2011) e, posteriormente, adotado em escolas de educação infantil do norte da Europa.

A exposição Björk Digital se encerra com uma seleção de videoclipes e outros trabalhos visuais da artista exibidos em sala de cinema. Entre as dezenas de vídeos selecionados estão produções experimentais dirigidas por figuras consagradas do audiovisual, como Michel Gondry e Spike Jonze (veja abaixo).

 

SERVIÇO:

Mostra Björk Digital

Onde: MIS-SP - Av. Europa, 158 / Tel.: 2117-4777.

De terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h.

Ingressos: R$ 15 (meia-entrada) e R$ 30 (inteira); antecipados aqui.

Entrada gratuita às terças-feiras.