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28/07/2020 19:18 -03

No Brasil, 88.470 pessoas já perderam a vida em decorrência da covid-19

Foram registradas 614 novas mortes nas últimas 24 horas. São quase 2,5 milhões de casos da infecção por coronavírus em todo País.

Com 852 novas confirmações de mortes por covid-19 nas últimas 24h, o Brasil soma 88.470 óbitos. O número de casos teve um acréscimo de 38.513 e já são 2.480.888, segundo levantamento divulgado pelo Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), com registros compilados até às 18h. 

Os dados, porém, não constam com atualização de São Paulo. Mesmo sem os números das últimas 24 horas atualizados, o estado segue líder no ranking de vítimas fatais, com 21.676 óbitos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 13.033, Ceará (7.613), Pernambuco (6.421) e Pará (5.716). 

Os gráficos epidemiológicos brasileiros assumiram a forma de platô, em vez de um pico de casos e mortes. A média diária de óbitos por semana permanece estável e alta desde a 22ª semana epidemiológica, encerrada em 30 de maio.

O Brasil é um dos cinco países da América do Sul sem controle da transmissão, segundo relatório divulgado na última semana pelo centro de acompanhamento de epidemias do Imperial College, de Londres. Os cálculos dos pesquisadores britânicos são feitos semanalmente. 

Ao analisar o ranking mundial, o Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos e é o segundo país com mais mortes causadas pela covid-19, de acordo com o mapeamento do Centro de Recursos de Coronavírus da Universidade Johns Hopkins. 

Os dois países repetem as posições também em relação aos diagnósticos. Em território americano, foram registrados mais de 4,2 milhões de casos. A diferença das taxas de testagem entre os dois países - 37.188 testes por milhão de habitantes nos EUA e 8.737 por milhão de habitantes no Brasil - por sua vez, é uma evidência da subnotificação da crise sanitária no cenário brasileiro.

O novo coronavírus já causou mais de 650 mil óbitos no mundo. São cerca de 16,3 milhões de casos confirmados, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins atualizados nesta segunda.

De acordo com boletim do Ministério da Saúde divulgado na última quarta, a incidência da doença é de 987,3 casos por 100 mil habitantes, enquanto que a taxa de mortalidade é de 37,5 óbitos por 100 mil habitantes. Na comparação com outros países com mais de um milhão de habitantes, o Brasil ocupa a 10ª posição tanto no ranking de diagnósticos quanto de mortes.

Segunda onda 

Dados do boletim InfoGripe mais recente, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), mostram indicativos de uma segunda onda em alguns estados. De acordo com o documento com registros até 18 de julho, no Amapá, Maranhão, Ceará e Rio de Janeiro o número de novos casos semanais de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) voltou a subir após ter atingido um pico e iniciado um processo de queda.

De acordo com o Ministério da Saúde, até 18 de julho foram registradas 441.194 hospitalizações por SRAG. Desse total, 48,4% (213.280) foram confirmados para covid-19, 32,1% (141.645) não têm causa especificada, 18,3% (80.788) estão com investigação em andamento e o restante foi causada por outros vírus respiratórios.

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Os gráficos epidemiológicos brasileiros assumiram a forma de platô, em vez de um pico de casos e mortes. A média diária de óbitos por semana permanece estável e alta desde a 22ª semana epidemiológica, encerrada em 30 de maio.

Do total de internados com covid-19, a raça/cor mais prevalente é a parda (31,3%), seguida da branca (28,8%), preta (4,6%), amarela (1,0%) e indígena (0,3%). Sendo que em 15,8% de informações ignoradas e 18,1% estavam sem informação.

Do total de 115.654 óbitos por SRAG, 66,1% (76.443) foram confirmados para covid-19, 29,8% (34.490) não têm causa especificada, 3,5% (3.946) estão com investigação em andamento e o restante foi causado por outros vírus respiratórios.

Entre as vítimas da pandemia, 58,2% são do sexo masculino e a faixa etária mais acometida permanece a de 70 a 79 anos, (25,0%), segundo o boletim. O perfil de raça/cor se manteve, sendo a parda (35,2%) a mais frequente, seguida da branca (26,0%), preta (4,9%), amarela (1,1%) e indígena (0,4%). Ainda de acordo com o documento, (61,0%) apresentavam pelo menos uma comorbidade ou fator de risco para a doença.  

Sul e Centro-Oeste em alerta

Na comparação entre as duas últimas semanas epidemiológicas analisadas no boletim mais recente do Ministério da Saúde, no Sul do País, foi registrado 14% no número de casos e 30% nas mortes, em relação às semanas encerradas, respectivamente, em 11 de julho e 18 de julho.

No Centro-Oeste, houve redução de 15% nos diagnósticos e estabilização (+4%) nos óbitos no mesmo período, porém no Mato Grosso do Sul o crescimento das mortes foi de 62%.

No Sudeste, a queda foi de 17% nos novos casos e houve estabilização (+1%) no número de novos óbitos. Sobre as mortes, 3 estados registraram altas: São Paulo (+14%), Minas Gerais (+13%) e Espírito Santo (+7%). No Rio de Janeiro, houve redução de 34%.

No Nordeste observa-se uma redução de 13% nos diagnósticos e de 6% no total de novos registros de mortes. Porém houve aumento dos óbitos em Pernambuco (+35%), Piauí (+11%) e Rio Grande do Norte (+7%).

Na região Norte, o número de novos casos registrados se manteve estável (-3%), assim como os óbitos (+2%).

Persiste a interiorização da pandemia no Brasil. Na semana encerrada em 28 de março, 87% dos casos novos eram oriundos das capitais e regiões metropolitanas e 23% das demais cidades do país. Ao final da semana encerrada em 18 de julho, 57% dos casos eram no interior. Aos mortes seguiram o mesmo padrão, passando de 11% no interior para 45% no mesmo período.

Segundo o boletim do Ministério da Saúde, 5.341 municípios (95,9%) têm casos confirmados de covid-19 e 3.281 (59%) registraram mortes causadas pela doença.