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03/04/2020 17:58 -03 | Atualizado 03/04/2020 18:03 -03

Mortes por covid-19 chegam a 359; são 9.056 casos confirmados

Taxa de letalidade chega a 4%.

O número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil chegou a 9.056, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (3). O número de mortes é de 359. A taxa de letalidade é de 4%.

Nesta quinta-feira (2), eram 7.910 casos confirmados e 299 óbitos. A quantidade de diagnósticos positivos cresceu 14,5% de quinta para sexta e a de mortes, 20%. São 1.146 novos casos de um dia para o outro e 60 mortes, no mesmo período.

O maior número de casos atuais está concentrado na região Sudeste — com 5.658 infectados — 62,5% de todas as contaminações. São Paulo é o estado com mais alto número de registros: conta 4.048 casos e 219 mortes. Rio de Janeiro tem 1.074 diagnósticos positivos e 47 mortes.

A região Nordeste tem 15,4% das infecções —1.399 casos. Logo atrás, a região Sul conta 10,8% — 978 diagnósticos positivos. O Centro-Oeste tem 594 casos e o Norte, 427.

A incidência para o Brasil é de 4,3 por 100 mil habitantes. O indicador varia por unidade da Federação, sendo a mais alta no Distrito Federal (13,2 por 100 mil habitantes).

Segundo informações do Ministério da Saúde, 85% das pessoas que morreram tinham mais de 60 anos, 57,7% são homens e 82% apresentam pelo menos um fator de risco, como cardiopatias, diabetes ou pneumonia. 

Desde o início da pandemia, foram registradas 25.675 hospitalizações por SRAG (síndrome respiratória aguda grave) no Brasil. Do total com esse quadro sintomático, 1.769 casos (7%) foram confirmados para covid-19. O restante são infecções causadas por outros vírus, como influenza.

São Paulo é o estado mais crítico. 48% das hospitalizações por SRAG no período ocorreram nesta unidade da Federação, sendo que 81% desse total eram casos de covid-19.

Em todo o território nacional, houve um incremento de 212% em 2020 em relação ao mesmo período de 2019 do total de internações de SRAG, o que indica sobrecarga no sistema. Segundo Mandetta, essa alta de internações é explicada pelo aumento da procura por pacientes com outras doenças que não sejam covid-19.

A demora no resultado de testes laboratoriais, que detectam tanto a causa da morte quanto se a pessoa foi contaminada, leva a um atraso nos dados oficiais. Há também uma subnotificação de casos confirmados devido à limitação de testes de diagnóstico.

Andre Coelho via Getty Images
A demora no resultado de testes laboratoriais, que detectam tanto a causa da morte quanto se a pessoa foi contaminada, leva a um atraso nos dados oficiais.

Testes para covid-19

Os dados de casos confirmados e mortes estão disponíveis em um painel online do Ministério da Saúde com informações dos estados e municípios. Desde que foram feitas modificações na alimentação do sistema de informações oficiais e na ampliação de testes, o governo federal espera um aumento de diagnósticos.

Segundo a pasta, 500 mil testes rápidos começaram a ser distribuídos no País na quarta-feira (1º). Este é o primeiro lote de um total de 5 milhões de testes rápidos adquiridos pela Vale e doados ao governo federal. Os outros 4,5 milhões devem chegar ao Brasil neste mês.

Esse tipo de teste é direcionado para profissionais de saúde, além de agentes de segurança, como policiais, bombeiros e guardas civis com sintomas de síndrome gripal. Apesar do resultado em minutos, esse tipo de teste, por meio de sorologia, só é eficaz após dias de contaminação, devido ao tempo de reação do organismo para produzir anticorpos.

Sobre essa limitação, o ministério afirma que está elaborando um protocolo com recomendações sobre o uso dessa modalidade. Os testes rápidos devem ser usados como triagem após o 7º dia do início dos sintomas respiratórios, desde que a pessoa já não apresente mais sintomas. “A iniciativa permite que estes profissionais, que estão na linha de frente e fazem parte de serviços essenciais, retornem ao trabalho em menos tempo, com segurança, e não precisem aguardar os 14 dias de isolamento preconizado”, diz nota enviada pela assessoria de imprensa.

Além do lote da Vale, outros 3 milhões de testes rápidos serão comprados por meio da Fiocruz, segundo o Ministério da Saúde.

Quanto aos testes de biologia molecular (RT-PCR), que identificam a contaminação logo no início, 14,9 milhões estão sendo adquiridos. Essa modalidade é usada para diagnosticar casos graves internados com a covid-19.

A mudança na testagem é uma resposta à orientação internacional. Antes, apenas os casos mais graves, em que há indicação de internação, faziam o exame, apesar da orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde) de testar todo caso suspeito.