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31/03/2020 17:43 -03 | Atualizado 31/03/2020 19:00 -03

Brasil registra 201 mortes por covid-19 e 5.717 contaminados

São 42 óbitos registrados entre segunda-feira e esta terça-feira (31).

O número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil chegou a 5.717, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (31). O número de mortes é de 201. A taxa de letalidade é de 3,5%.

Foram registrados óbitos em 18 unidades da Federação: Amazonas (3), Rondônia (1), Alagoas (1), Bahia (2), Ceará (7), Maranhão (1), Pernambuco (6), Piauí (4), Rio Grande do Norte (1), Minas Gerais (2), Rio de Janeiro (23), São Paulo (136), Distrito Federal (3), Goiás (1), Mato Grosso do Sul (1), Paraná (3), Santa Catarina (2) e Rio Grande do Sul (4).

Nesta segunda-feira (30), eram 4.579 casos confirmados e 159 óbitos. A quantidade de diagnósticos positivos cresceu 24,8% de segunda para terça e a de mortes, 26,4%. 

São 1.138 novos casos de um dia para o outro e 42 mortes, no mesmo período. A incidência da doença no Brasil é de 2,7 por 100 mil habitantes.

O maior número de casos atuais está concentrado na região Sudeste — 3.406, o que corresponde a 60% dos diagnósticos. Só em São Paulo, são 2.339 infectados.

A região Nordeste tem 15% das infecções —875 casos. Logo atrás, região Sul conta 12% — 672 diagnósticos positivos. O Centro-Oeste tem 470 casos e o Norte, 294.

Segundo informações do Ministério da Saúde sobre o avanço da pandemia, entre as mortes, 89% está acima 60 anos, 58,6% são homens e 84% apresenta pelo menos um fator de risco, como cardiopatias, diabetes ou pneumonia. 

Desde o início da pandemia, foram registradas 19.531 hospitalizações por SRAG (síndrome respiratória aguda grave) no Brasil. Do total com esse quadro sintomático,1.075 (casos 5,5%) foram confirmados para covid-19. O restante são infecções causadas por outros vírus, como influenza.

São Paulo é o estado mais crítico. 48% das hospitalizações por SRAG no período ocorreram nesta unidade da Federação, sendo que 84% desse total eram casos de covid-19.

Em todo o território nacional, houve um incremento de 149% em 2020 em relação ao mesmo período de 2019 do total de internações de SRAG, o que indica sobrecarga no sistema.

Sipa USA via AP
Devido à escassez de testes laboratoriais, o entendimento na comunidade científica é de que há uma subnotificação de contaminados pelo novo coronavírus no Brasil. 

Os dados estão disponíveis em um painel online do Ministério da Saúde com informações dos estados e municípios. Devido à escassez de testes laboratoriais, o entendimento na comunidade científica é de que há uma subnotificação de contaminados no Brasil. 

Desde que foram feitas modificações na alimentação do sistema de informações oficiais e na ampliação de testes, o governo federal espera um aumento de diagnósticos.

Ao ser questionado sobre o impacto do isolamento social nesta terça, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que é o Brasil não entrou na espiral ascendente de casos “porque houve essa conscientização de todo mundo”.

Ele ponderou, contudo, que o efeito da restrição de circulação de pessoas precisa ser avaliado a médio prazo, devido ao ciclo de contaminação do vírus. “O grau de benefício que vamos ter, a gente pára duas semanas para ver como isso vai replicar nas outras duas [semanas] porque o tempo de incubação [do vírus] é de 14 dias. Muito caso que está acontecendo hoje é de 14 dias atrás”, disse.

Nesta terça, o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, afirmou que serão disponibilizados 90 mil testes RT-PCR (que detecta o material genético do vírus na amostra).

De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, nesta segunda foram recebidos 500 mil testes rápidos de sorologia, que verificam os anticorpos. Já nesta quarta-feira (1º), chegarão 42 mil testes RT-PCR.

Na semana passada, foram anunciados 22,9 milhões de testes, dos dois tipos. A mudança na testagem é uma resposta à orientação internacional. Antes, apenas os casos mais graves, em que há indicação de internação, faziam o exame, apesar da orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde) de testar todo caso suspeito.