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28/05/2020 20:37 -03

Com recorde de diagnósticos em 24 horas, Brasil soma 438.238 casos confirmados de covid-19

Total de mortes causadas pelo novo coronavírus chega a 26.754.

Com o recorde de 26.417 diagnósticos em 24 horas, o Brasil acumula 438.238 casos confirmados do novo coronavírus. Os dados são do balanço publicado nesta quinta-feira (28) pelo Ministério da Saúde. De acordo com o levantamento, o total de mortes chegou a 26.754. São 1.156 a mais do que no dia anterior. Desses óbitos, 539 ocorreram nos últimos 3 dias, de acordo com a pasta.

A expectativa é que o Brasil ultrapasse a Espanha, hoje com 27.119 mortes confirmadas pela covid-19 e se torne o quinto mais com mais vítimas da pandemia, de acordo com o mapeamento do Centro de Recursos de Coronavírus da Universidade Johns Hopkins.

A doença já causou 358 mil óbitos no mundo e cerca de 5,7 milhões de casos confirmados, de acordo com dados atualizados nesta quinta.

No Brasil, o maior número de infecções está no estado de São Paulo, com 95 mil casos e 6.980 mortes. Em seguida, aparece Rio de Janeiro, com 4.856 mortes, Ceará (2.733), Pará (2.704) e Pernambuco (2.566).

Os dados mais recentes reforçam o agravamento da crise sanitária no País. Por 6 vezes, o total de mortes confirmadas de um dia para o outro foi acima de mil.

A primeira vez em que isso ocorreu foi em 19 de maio, com 1.170 óbitos confirmados em 24 horas O número também foi um marco na evolução diária da pandemia quando comparada a outros países. Superou o total de 919 mortes confirmadas de um dia para o outro no fim de março na Itália, um dos principais epicentros na Europa da crise sanitária e um dos cenários mais dramáticos da pandemia até então.

Dois dias depois, na quinta-feira (21), foi registrado o recorde de confirmações de vítimas da doença em um intervalo de 24 horas: 1.188.

Na segunda-feira (25), foi atingido um novo marco. O Brasil superou os Estados Unidos no registro diário de mortes: 807 novos óbitos confirmados pelo Ministério da Saúde no mesmo dia em que o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) americano incluiu 620 mortes no balanço oficial.

ASSOCIATED PRESS
Opas estima que até 4 de agosto o Brasil devem chegar a 88.300 mortes causadas pelo novo coronavírus.  

Testes por milhão de habitantes

Nesta semana, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, estimou que até 4 de agosto o Brasil devem chegar a 88.300 mortes causadas pelo novo coronavírus.

Integrantes da Opas reforçaram a importância do isolamento social e da ampliação da testagem. “O Brasil precisa aumentar o número de testes. Atualmente, são cerca de 3 mil por milhão de habitantes. Em um País tão grande, de cidades povoadas como Rio e São Paulo, é de importância vital implementar medidas de mitigação, como aumentar os testes e tentar manter o distanciamento social”, afirmou o diretor do Programa de Doenças Transmissíveis da Opas, Marcos Espinal.

Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira (26), foram processados 871.839 testes. Dessa forma, a taxa de testagem é de 4.252 exames por milhão de habitantes. Nos Estados Unidos, por exemplo, o indicador é de 37.188 testes por milhão de habitantes.

De acordo com o secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, apesar de a testagem ainda não ser ideal, o “Brasil está conseguindo alcançar certo nível adequado de testagem de casos suspeitos que estão entrando nas unidades de saúde”. No entendimento do secretário, o Brasil “tem avançado na diminuição do sub-registro e demonstra que a doença está em crescimento”, completou.

Interiorização da covid-19

Segundo informações divulgadas pelo ministério nesta terça, 3.771 (67,7%) dos municípios brasileiros registraram casos de covid-19 e 1.536 (27,6%) confirmaram óbitos causados pela doença. Na semana passada, eram 1.426 cidades afetadas e, em 28 de março, apenas 297.

Considerando dados até esta segunda, o Brasil registra 1.653 casos por milhão de habitante e 105 óbitos por milhão de habitantes. Apresentação do ministério divulgada nesta terça com dados de outros países elencou dados para minimizar o cenário da pandemia. De acordo com o documento, o Brasil ocupava 51° lugar em relação à incidência e 14º de mortalidade, ambos indicadores considerando países com mais de 1 milhão de habitantes. 

Há diferenças regionais. No Sudeste, epicentro do novo coronavírus quando se olha os dados absolutos, são 1.486 casos por milhão de habitante e 120 óbitos por milhão de habitantes. A situação mais grave, pelo recorte de números que considera a população, está no Norte, com 3.764 casos por milhão de habitante e 230 óbitos por milhão de habitantes.  

Até 23 de maio, foram contabilizadas 173.819 hospitalizações por SRAG (síndrome respiratória aguda grave). Desse total, 36.792 evoluíram para óbito, sendo 19.313 confirmados por covid-19. Outras 3.882 mortes estão em investigação, e o restante foi causada por outros vírus respiratórios. 

O ministério não divulga informações atualizadas das mortes ocorridas no dia, apenas mortes confirmadas no dia. Segundo dados divulgados pela pasta nesta terça, 5 de maio é o dia com maior número de óbitos em um único dia: 548. Essas informações são constantemente atualizadas, então há variação dos dados.

De acordo com o ministério, dos óbitos por SRAG confirmados de covid-19, 69% eram pacientes acima 60 anos e 63% apresentam pelo menos um fator de risco, como cardiopatia e diabetes. 

Infectologistas e epidemiologistas recomendam o confinamento das pessoas em casa e o distanciamento social, nas atividades essenciais nas ruas e ambientes internos, como formas de conter a transmissão do coronavírus. O isolamento social pode achatar a curva de contaminação — que está em acelerada alta no País neste momento.