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21/03/2020 12:23 -03 | Atualizado 21/03/2020 12:29 -03

Rio confirma 3º morte pelo novo coronavírus; são 12 vítimas no Brasil

Vítima é um homem de 65 anos, morador de Petrópolis, na região serrana fluminense.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou hoje (21) a terceira morte pelo novo coronavírus no estado. A vítima é um idoso, de 65 anos, morador de Petrópolis, na região serrana fluminense. De acordo com a Folha de S. Paulo, ele internado em unidade privada desde que retornou de viagem ao Egito. 

O estado já tinha confirmado duas mortes pela doença, também dois idosos, uma mulher em Miguel Pereira, no interior do estado, e um homem em Niterói, na região metropolitana. 

O estado registra 110 casos confirmados, a maioria (89) na cidade do Rio de Janeiro. Também há casos em Niterói (10), Petrópolis (3), Barra Mansa (1), Guapimirim (1) e Miguel Pereira (1). Há ainda três estrangeiros e dois casos com o local de residência em investigação.

Casos confirmados no País

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (20), número de casos confirmados no Brasil pelo novo coronavírus chegou a 904. Há registros em 25 das 27 unidades da Federação. 

O número de mortes causadas pela covid-19 sobe agora para 12, sendo 9 em São Paulo e três no Rio de Janeiro. 

Na quinta-feira (19), eram 621 casos confirmados, o que representa um crescimento de 45,6% de um dia para o outro. O ritmo de crescimento de infectados é similar na comparação entre quarta e quinta-feira (45,1%). Esse indicador é determinante para monitorar a escalada da pandemia no Brasil.

A maioria dos casos se concentra na região Sudeste (61%), seguida por Nordeste (15%), Centro-Oeste (12,4%), Sul (9,9%) e Norte (1,5%). Até quinta, havia transmissão sustentada da doença em ao menos 6 estados: São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A transmissão comunitária significa que não é mais possível saber a cadeia de transmissão do vírus.

A previsão do ministério é de um aumento rápido de casos em abril, maio e junho e uma queda da curva de infecção só em setembro, “desde que a gente construa a chamada imunidade em mais de 50% das pessoas”, segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Mesmo com a alta capacidade de disseminação do novo coronavírus, em cerca de 80% dos casos de contaminação, os sintomas aparecem de forma leve. Menos de 5% dos casos evoluem para um quadro grave. A principal preocupação é com idosos e pessoas com doenças crônicas. Em infectados com menos de 50 anos, a taxa de mortalidade é de menos de 1%.

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