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22/02/2019 14:19 -03 | Atualizado 22/02/2019 15:42 -03

Crise na Venezuela: Ação militar perto da fronteira com Brasil deixa 2 mortos e 12 feridos

Juan Guaidó, líder da Assembleia Nacional da Venezuela que se autodeclarou presidente, pediu aos militares que decidam como querem ser lembrados.

Ricardo Moraes / Reuters

Ao menos 2 pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas na região de Kumarakapay, cidade no sul da Venezuela e perto da fronteira com o Brasil, durante uma ação militar no local.

No início da tarde, o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, que se autodeclarou presidente do país, confirmou a informação de que soldados venezuelanos teriam aberto fogo contra as pessoas que estavam no local. Elas tinham intenção de buscar itens da ajuda humanitária no Brasil.

As vítimas seriam dois indígenas, de acordo com autoridades de Gran Sabana. Zorayda Rodriguez, 43 anos, foi a primeira vítima identificada. O deputado opositor Américo De Grazia, afirmou que Rolando Garcia, um segundo indígena, também teria morrido na ação.

O presidente Nicolás Maduro publicou um vídeo em que anuncia total apoio aos militares.

Em seu Twitter, ele escreveu que as Forças Armadas estão espalhadas por todo o território nacional para garantir a “paz” e a “defesa integral do país.”

 

A ajuda brasileira, comprada com dinheiro doado pelos Estados Unidos, chegou em Roraima na manhã desta sexta-feira (22), mas o governo decidiu respeitar a decisão de Maduro e não atravessar a fronteira. Os alimentos e medicamentos ficarão à disposição em Pacaraima, cidade mais próxima à divisa com a Venezuela. 

Maduro mandou fechar a fronteira na noite de quinta-feira (22) justamente para não receber a ajuda. Juan Guaidó, líder da Assembleia Nacional da Venezuela que se autodeclarou presidente da Venezuela, entretanto, assinou um “decreto presidencial” com a determinação de reabertura da fronteira com o Brasil. 

Nesta sexta-feira (22), Guaidó pediu aos militares que decidam de qual lado querem ficar nessa história.

Foram enviados para Roraima 22,8 toneladas de leite em pó e 500 kits de primeiros-socorros. Os medicamentos e alimentos serão transportados para a Venezuela por motoristas venezuelanos que conseguirem entrar em território brasileiro para buscar ajuda.