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29/03/2020 17:07 -03 | Atualizado 29/03/2020 17:10 -03

136 pessoas morreram por coronavírus no Brasil; casos confirmados chegam a 4.256

Houve aumento de 19% no número de óbitos e de 9% na quantidade de pessoas infectadas entre sábado e domingo.

picture alliance via Getty Images
Já passa de 4 mil número de contaminados por coronavírus no País. 

Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde neste domingo (29) dá conta de 136 mortes por coronavírus no Brasil e 4.256 casos confirmados. É um aumento de 19% no número de óbitos e de 9% na quantidade de pessoas infectadas na comparação com sábado (28) - eram 114 e 3.908, respectivamente. 

Agora, já há registros de mortes em 13 estados, dois a mais que no sábado. Foram registrados os primeiros casos na Bahia e no Rio Grande do Norte, além de contabilizado também um caso cuja contraprova saiu neste domingo no Distrito Federal.

No mais, há registros de óbitos em São Paulo (98), Rio de Janeiro(17), Goiás (1), Paraná (2), Santa Catarina (1), Rio Grande do Sul (2), Piauí (1), Pernambuco (5), Ceará (5), e Amazonas (1). A taxa de letalidade nacional neste domingo é de 3,2%. 

 O Sudeste se mantém como a região com maior concentração de pessoas com coronavírus no País. São 2.342 pessoas, 55% do total de casos confirmados, sendo São Paulo Paulo, com 1.451, o estado com o maior número de pessoas com covid-19 no Brasil. 

Sobre as características dos óbitos registrados, o Ministério da Saúde informa que, até o momento, 60% é homem, 90% tem mais de 60 anos, e 84% apresenta pelo menos uma doença pré-existente. As mais comuns, apontou o Ministério da Saúde, cardiopatias, diabetes, e pneumopatias, como tuberculose, diabetes e  enfisema pulmonar. 

Os dados são diariamente atualizados em uma plataforma no site do Ministério da Saúde. 

Neste domingo, não houve coletiva à imprensa, como costuma ocorrer ao longo da semana. 

No sábado (28), o ministro Luiz Henrique Mandetta disse que a extensão do vírus ainda não é conhecida, e recomendou que as pessoas fiquem em casa, uma vez que ainda não é possível prever como e por quanto tempo o coronavírus vai circular no País. 

A fala do chefe do Ministério da Saúde justamente desconstrói o que o presidente Jair Bolsonaro vem defendendo, sobre a necessidade de se adotar uma quarentena vertical, em que somente idosos e pessoas com doenças pré-existentes devem manter-se em casa. 

Para Mandetta, é cedo para falar em reabrir comércio. Ele afirmou que está estudando junto ao Ministério da Economia formas de conciliar saúde e economia.