ENTRETENIMENTO
04/05/2020 10:10 -03 | Atualizado 04/05/2020 17:58 -03

Morte do compositor Aldir Blanc é mais uma dura perda imposta pelo coronavírus

Compositor de 'O bêbado e o equilibrista' e 'Resposta ao tempo' morreu aos 73 anos, no Rio, depois de mais de 20 dias hospitalizado.

Morreu nesta segunda (4), aos 73 anos, o compositor e escritor Aldir Blanc. Depois de mais de duas semanas na UTI do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), no Rio de Janeiro, vítima da covid-19.

Ele havia sido hospitalizado no dia 10 de abril, com um quadro de pneumonia, pressão alta e infecção urinária. Uma semana depois, foi confirmada a infecção pelo novo coronavírus.

Na década de 1960, Blanc dividia seu tempo entre a música e a medicina, curso em que se formaria com especialidade em psiquiatria. Foi nesta época que ele participou de diversos festivais da canção, compondo músicas interpretadas por Clara Nunes, Taiguara e Maria Creuza.

No início dos anos 1970, abandonou a medicina para se dedicar exclusivamente às artes. E foi nesta década que ele compôs o seu maior sucesso. Com a parceria de João Bosco e na voz de Elis Regina, o mundo conheceu O Bêbado e o Equilibrista.

Junto com Bosco emplacou músicas que se tornariam famosas em aberturas de novelas e séries da Rede Globo, como, entre outras, Bijuterias, para as duas versões da novela O Astro, de 1977 e 2011; Visconde de Sabugosa, para O Sítio do Pica-Pau Amarelo (1977); Coração Agreste, para Tieta (1979); e Chocolate com Pimenta, para novela homônima, de 2003).

Em 1978, publicou as crônicas Rua dos Artistas e arredores. Em 1981, Porta de Tinturaria (1981). As duas obras foram reunidas, posteriormente, em 2006 na edição Rua dos Artistas e Transversais.

Músicos, escritores, jornalistas e políticos lamentaram a morte de Blanc e se despiram do compositor nas redes sociais. Principalmente seu maior parceiro, João Bosco, que escreveu um belo texto em sua conta no Facebook.