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29/03/2019 09:41 -03 | Atualizado 29/03/2019 10:33 -03

Cineasta Agnès Varda, pioneira da nouvelle vague, morre aos 90 anos

Diretora sofria de um câncer, segundo familiares. Ícone feminista, Varda foi indicado ao Oscar em 2018 pelo filme 'Visages Villages'.

GUILLAUME SOUVANT via Getty Images

Agnàs Varda morreu na madrugada desta sexta-feira (29), aos 90 anos, anunciaram membros de sua família à Agência France Presse (AFP).

De acordo com o comunicado, a cineasta belga radicada na França morreu em casa, em decorrência de um câncer, cercada pela família e amigos.  

Varda, cujo nome de batismo era Arlette Varda, foi uma das pioneiras da nouvelle vague – ao lado de nomes como Francois Truffaut e Jean-Luc Godard – movimento transgressor que marcou o cinema francês  na década de 60 e influenciou gerações posteriores.

Entre os principais títulos da extensa filmografia da diretora estão o clássico feminista Cléo das 5 às 7 (1962); As Duas Faces da Felicidade (1965), vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim; e Os Renegados (1985), que  faturou o Leão de Ouro - prêmio máximo do Festival de Veneza.

 

Em 2017, Varda ganhou um Oscar honorário pelo conjunto da obra.

No ano passado, ela recebeu uma indicação à estatueta pelo documentário Visages Villages, que acompanha seu percurso pelo interior da França, ao lado do artista visual JR, que capturou retratos e histórias de moradores de vilarejos.

 

No Festival de Cannes, Varda apresentou mais de uma dezena de filmes entre 1958 e 2018. Ela também integrou duas vezes o júri da mostra francesa e ganhou uma Palma de Ouro em 2015, também pelo conjunto da obra.

O último trabalho de Varda foi a série documental Varda par Agnès, na qual ela fala sobre seu processo criativo, sua obra e discute sua experiência no meio cinematográfico diante de um público ao vivo.