08/11/2019 18:35 -03 | Atualizado 08/11/2019 18:35 -03

Moda: setor vai muito além das passarelas

Conheça os diversos campos de atuação desta atividade que segue em expansão

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Conheça os diversos campos de atuação desta atividade que segue em expansão

Se você é daqueles que imagina que trabalhar com Moda se resume a pensar quais tipos de roupas devem ser criadas para determinados desfiles ou eventos, é hora de rever seus conceitos. Para ontem, inclusive! Isso porque o setor é um dos que apresentam maior quantidade de opções a quem busca empreender, lidar com tendências e passar mensagens de consumo consciente, entre dezenas de opções.

Aliás, criação, construção e comunicação são os pilares de um mercado que resiste aos tempos de crise e insiste em crescer. Qual a mágica? Constante atualização profissional.

Levantamento do IBGE mostra que, em 2018, o comércio varejista deste segmento apresentou crescimento de 2,3% na comparação com os 12 meses de 2017. Foi 0,2 ponto percentual acima do registrado no período anterior (alta de 2,1% no fechamento de 2017, comparado a 2016). Índices bem mais expressivos que as últimas altas do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro: 1,1% em 2017 e 1,1% em 2018.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), o setor registra 1,5 milhão de empregados diretos e outros 8 milhões de indiretos, sendo o segundo maior empregador da indústria de transformação no Brasil - atrás somente das áreas de alimentos e bebidas.

Opções

Precisa de mais argumentos para se convencer de que a Moda está na moda? Não tem problema. Quem mergulha de cabeça no setor pode ser estilista, gerente de produto, modelista, gerente de produção, comprador de moda, diretor criativo, produtor, designer, analista de mídias sociais, coordenador de estilo, pesquisador de tendências, figurinista e analista de sustentabilidade.

Ufa! Uma infinidade de alternativas, potencializadas pela transformação dos hábitos do consumo e das vendas. Tudo cada vez mais interligado pelo mundo digital.

“Atuar no mercado digital exige novas maneiras e técnicas específicas desse mercado. Afeta principalmente a forma como você comunica seu produto ou marca de moda. Atinge também o processo de produção e logística”, resume a coordenadora de Moda e Beleza do Senac-SP, Tatiana Putti.

Segundo ela, muitos alunos chegam ao curso de graduação sem saber as diversas possibilidades de atuação do profissional do setor. Entretanto, isso não se trata de um pecado capital. “Naturalmente, com o início das aulas e construção dos conhecimentos, eles começam a identificar as diferenças das atuações profissionais, conseguem se conhecer e, a partir disso, identificam qual área ou profissão possuem afinidade”.

Conectividade

Em um mundo cada vez mais globalizado e conectado, a Moda se transforma. Afinal, por meio de um smartphone é possível saber o que é tendência na sua cidade, no seu país ou até do outro lado do planeta. Tudo isso em poucos cliques.

Novas características que, segundo Tatiana, exigem do profissional constante atualização e uma necessidade permanente de “estar antenado às tecnologias”. “O que mudou é que hoje há muito mais informação à disposição do público e de quem trabalha no setor”.

Serviço

No Centro Universitário Senac, o Bacharelado em Design de Moda oferece, em três anos e meio, todo o suporte necessário aos alunos. O curso mostra desde conceitos antropológicos até como desenvolver a identidade criativa, com informações plenas sobre sustentabilidade, empreendedorismo e economia criativa.

De quebra, ainda tem como consultor criativo o estilista João Pimenta, um dos mais renomados do Brasil. As aulas são no campus Santo Amaro. Sem dúvida, vida universitária é no Centro Universitário Senac.