Comportamento

Eles levam as pessoas aonde elas precisam. E isso transforma a vida deles também

3 motoristas parceiros da 99 contam como apps que reinventam o ir e vir pela cidade impactam na jornada pessoal e profissional deles.
Marcos Roberto da Silva: "A 99 permitiu exercer meu papel de pai presente".
Marcos Roberto da Silva: "A 99 permitiu exercer meu papel de pai presente".

Para onde vamos? Qual será o itinerário de hoje? A rotina de um motorista parceiro da 99 pode ser imprevisível. Lugares diferentes e distantes, nunca antes vistos, e as circunstâncias mais diversas — o trabalho nosso de cada dia, a hora do lazer, a festa-alívio de uma semana tensa. São mais de 600 mil motoristas conectados a quase 20 milhões de passageiros, proporcionando uma nova forma de deslocamento, por meio da tecnologia.

Além da vida do usuário, o aplicativo de mobilidade também transforma a jornada dos condutores. Aos 46 anos, o paulista Marcos Roberto da Silva só roda durante a noite. O motivo: a necessidade de cuidar dos dois filhos pequenos. “A minha esposa trabalha durante o dia; como não temos com quem deixar, eu passo o dia com eles, no período em que não estão na escola”, conta.

Heitor, de 6 anos, e Vítor, de 3, gostam de ter o pai por perto no início das manhãs, antes da aula. “Faço questão de ser um pai presente”, diz Marcos, com um sorriso largo. Ele chega diariamente por volta das 5h, 5h30 em casa, depois das corridas na madrugada. “Primeira coisa que faço quando chego da rua é preparar o café deles. Tomamos o café e já vou fazer a tarefa do Heitor, sempre ajudo na lição dele.”

No fim de semana, como não tem aula, o finzinho da madrugada vira uma festa na casa de Marcos. “No sábado, eu acabo as corridas e já vou comprar o pão. Quando o carro ‘bate’ na janela do quarto, eles já estão me esperando, é muito legal”, comemora. “Querem fazer farra, assistir desenho, e nós fazemos tudo junto.”

A rotina flexível proporcionada pela 99 é essencial para o exercício da paternagem de Marcos — um papel que seria impensável se tivesse continuado na empresa onde trabalhou por 22 anos, antes de começar a parceria com o app.

“Eu trabalhava em câmara fria, e a qualidade de vida era praticamente zero. Eu tinha só uma folga por semana”, recorda. “Aqui [na 99], dependendo de como foi minha semana, escolho que dias trabalhar. Consigo me dar folgas e passar mais tempo com minha família.”

Augusto Aleixo prefere trabalhar durante o dia para ficar com a família à noite.
Augusto Aleixo prefere trabalhar durante o dia para ficar com a família à noite.

Faz dois anos que o mineiro Augusto Aleixo começou a ganhar a vida guiando passageiros pela cidade de São Paulo. A 99 se apresentou como uma oportunidade de ganho financeiro depois ele de ser demitido da indústria, durante a recessão do Brasil. Foi metalúrgico por 32 anos — e o que no início era um bico de fim de semana virou ganha-pão.

“O aplicativo tirou muito pai de família do desemprego”, argumenta o motorista de 51 anos. “Se não fosse o aplicativo, seriam mais desempregados no Brasil.”

Para Augusto, protagonizar a transformação no trajeto das pessoas também foi positivo para ele, conferindo mais “qualidade de vida”. “Eu sou o ‘dono do meu negócio’, faço meu horário”, conta. Ele prefere sair de casa cedo de manhã e ir até o meio da tarde. ”À noite, eu não trabalho; assim, dá pra encontrar a família no fim do dia.”

A maior parte das viagens que ele faz é de gente indo para a escola, o trabalho, o médico. “Aqui você faz amizade, conversa com um, com outro... Tem passageiro que se comunica mais, e aí trocamos ideia; e tem outros que entram aqui e não querem papo, e a gente respeita”, descreve.

Augusto acabou conhecendo muitos lugares diferentes de São Paulo neste período em que é parceiro da 99. “Eu não escolho lugar, não. Onde [o app] tá mandando eu ir, eu tô indo”, diz, orgulhoso da jornada recente. “Gosto muito levar as pessoas aonde elas querem e passo isso pra elas na forma como me comunico e trato todas”, conclui.

Jorge Carlos Dorr Jr gosta de levar as pessoas para seus momentos de lazer.
Jorge Carlos Dorr Jr gosta de levar as pessoas para seus momentos de lazer.

A noite virou dia para o paulista Jorge Carlos Dorr Júnior, de 36 anos. É nesse período que ele gosta de prestar serviço aos passageiros da capital paulista. Ele liga o 99 por volta das 16h, quando começa a atender corridas, e frequentemente vai até de madrugada.

Pegar pessoas na balada e no bar faz parte de seu cotidiano. E isso não é incômodo. “Gosto de estar presente neste momento, de repente num dia comemorativo, um dia especial; é sempre bom levar as pessoas para a diversão.”

Uma das viagens mais inusitadas que fez também começou à noite. “Viajei 350 quilômetros para levar uma jovem numa rave”, conta. A festa de música eletrônica estava rolando em Altinópolis, próximo a Ribeirão Preto. “Peguei ela na paulista e levei na madrugada; cheguei lá, já estava amanhecendo, e a moça desceu toda contente e foi curtir.”

Ele só tem cuidado extra quando o usuário aparenta estar bêbado. “Se estiver muito embriagado, alterado, eu não levo sozinho. Peço sempre para um amigo ir junto”, afirma.

Faz quatro meses que Jorge ficou mais assíduo como motorista parceiro da 99. Há mais de ano, as corridas proporcionam o sustento da família — a mãe, a esposa e os dois filhos. Mas, assim como seus passageiros, também contribuem com seus momentos de lazer.

″[Consigo ter] Alguns momentos de diversão porque eu preciso também, né?”, ri. Como está firme e forte no app, Jorge planeja trocar de carro em 2020. Quer prestar um atendimento cada vez melhor ao público — “buscando a melhora sempre”, destaca.