POLÍTICA
27/06/2019 12:53 -03

Ministro da Educação compara droga a ex-presidentes Dilma e Lula

Após militar de comitiva de Bolsonaro ser detido com cocaína em avião da FAB, Weintraub diz que “avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade”.

Adriano Machado / Reuters
Ministro da Educação, Abraham Weintraub, recebeu apoio do filho do presidente Eduardo Bolsonaro.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, comparou os 39 quilos de cocaína transportados por um militar em um avião da FAB (Forças Aéreas Brasileiras) ao peso dos ex-presidentes petistas Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva.

“No passado, o avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade. Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma?”, questionou o ministro no Twitter.

Filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) corroborou a fala do ministro.

Presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann afirmou que acionará a Justiça “pelas injúrias”.

Mesmo simpatizantes do governo Bolsonaro tiveram dificuldade para defender o ministro. 

Candidato derrotado à Presidência pelo Novo, também à direita como o PSL de Bolsonaro, pediu uma retratação.

Também derrotada nas eleições de 2018, Marina Silva, da Rede, lamentou o episódio.

A apresentadora Fátima Bernardes seguiu a mesma linha de raciocínio em seu programa Encontro, da TV Globo, na manhã desta quinta.

“Quando vi que o ministro da Educação estava repercutindo tive ilusão de que ele estivesse falando sobre alguma política educacional, mas ainda mão foi dessa vez”, disse.

A posição que Weintraub ocupa no governo foi questionada pelos usuários do Twitter. 

Houve, no entanto, manifestações de apoio ao ministro.

 

Droga à bordo

Sargento pego com cocaína em Sevilha, na Espanha, na terça (25) fazia parte da comitiva de 21 militares que acompanha a viagem do presidente a Osaka, no Japão, para encontro do G-20.

No mesmo dia, Bolsonaro escreveu em sua conta no Twitter que foi informado pela manhã pelo ministro da Defesa da apreensão do militar em Sevilha.

“Caso seja comprovado o envolvimento do militar nesse crime, o mesmo será julgado e condenado na forma da lei”, disse o presidente, que não chegou a mencionar que o sargento fazia parte da equipe de apoio da comitiva.