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02/06/2020 14:18 -03 | Atualizado 02/06/2020 14:27 -03

Ministro da Justiça ordena que PF investigue vazamento de dados do clã Bolsonaro e de ministros

Divulgação de dados hackeados foi reivindicada pelo grupo Anonymous Brasil no Twitter.

Horas depois de hackers vazarem o que supostamente seriam dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro, de seus filhos e de aliados e dos ministros Abraham Weintraub (Educação) e Damares Alves (Direitos Humanos), o ministro da Justiça, André Mendonça, determinou que a Polícia Federal investigue o caso.

O vazamento foi reivindicado pelo grupo Anonymous Brasil no Twitter. As informações não estavam mais disponíveis na manhã desta terça nos sites usados para divulgar os dados, que incluíam CPF, números de telefone e informações financeiras. 

ASSOCIATED PRESS
Hackers vazaram o que seriam dados do presidente e de seus filhos.

Entre os alvos dos hackers estão os filhos do presidente, Carlos, Eduardo e Flávio, além do empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan e grande aliado de Bolsonaro.

Segundo o ministro, as investigações devem apurar “crimes previstos no Código Penal, na Lei de Segurança Nacional e na Lei das Organizações Criminosas”.

O Palácio do Planalto não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre o suposto vazamento, mas Bolsonaro escreveu em seu perfil no Facebook que “medidas legais estão em andamento, para que tais crimes não passem impunes”.

O ministro Weintraub usou seu Twitter para dizer que ele, sua esposa e seus filhos tiveram os celulares e dados pessoais violados. “Recebemos ameaças de morte e ofensas. Na madrugada anterior, objetos foram atirados em nossa sala e mais ameaças”, escreveu. “Alerto meus irmãos brasileiros, os que não queimam nossa bandeira, para cuidarem da integridade física de suas famílias, porém que não recuem na defesa da LIBERDADE DE EXPRESSÃO!”, completou.

Em publicação no Twitter, Carlos Bolsonaro disse que a divulgação foi uma tentativa de intimidação e afirmou que adotará medidas legais contra os responsáveis.

“A turma ‘pró-democracia’ vazou meus dados pessoais e de outros na internet. Após vermos violações do direito à livre expressão, agora ferem a privacidade. Sob a desculpa de ‘combater o mal’, justificam seus crimes e fazem justamente aquilo que nos acusam, mas nunca provam!”, escreveu o vereador, em uma referência a protestos no fim de semana críticos ao governo Bolsonaro e a favor da democracia.

“Uma clara tentativa de intimidação diante do momento que o Brasil e o mundo vivem. Medidas legais estão em andamento para que tais movimentos não passem impunes!”.

Eduardo Bolsonaro afirmou, também no Twitter, que a exemplo do irmão Flávio, também iria à PF “fazer meu registro e ficar à disposição para colaborar contra mais este ato criminoso contra nossa privacidade a fim de nos intimidar”.

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