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25/03/2020 17:13 -03 | Atualizado 25/03/2020 19:39 -03

Brasil tem 57 mortes por coronavírus em 5 estados

Além de São Paulo, que tem 48 óbitos, e Rio de Janeiro, com 6, há mortos por covid-19 no Amazonas, Pernambuco e Rio Grande do Sul. São 2.433 casos confirmados no País.

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Brasil tem 2.433 casos de coronavírus em todo o País.

O número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil chegou a 2.433, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (25). O número de mortes é de 57, sendo 48 em São Paulo, 6 no Rio de Janeiro, uma no Amazonas, uma em Pernambuco e uma no Rio Grande do Sul.

A quantidade de diagnósticos positivos cresceu 10,5% de terça para quarta — a menor taxa desde o fim da semana passada. “Os números estão crescendo num ritmo aproximadamente normal nos últimos dias”, destacou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

O número de casos confirmados deve saltar nos próximos dias. Segundo o ministro da Saúde, a ampliação permitirá o diagnóstico de mais brasileiros. De acordo com ele, a identificação de mortos por coronavírus não muda. “O número de óbitos sempre será absoluto porque sempre vai poder apurar-se causa da morte”, disse.

Nesta semana, o ministério vai fechar balanço dos 30 dias de pandemia e fazer projeções para regiões e cidades. O primeiro caso de contaminação no Brasil foi confirmado há quase um mês — em 26 de fevereiro.

Hoje, o maior número de casos está concentrado na região Sudeste — 1.404, o que corresponde a quase 60% dos diagnósticos. Só em São Paulo, são 862 infectados.

A região Nordeste tem 16% das infecções — 390 casos. Logo atrás, região Sul conta 13% — 313 diagnósticos positivos. O Centro-Oeste tem 221 casos e o Norte, 105.

“São Paulo e Rio continuam sendo objeto de muita preocupação e Minas, obviamente. E o Sul [tem] a nossa preocupação com idosos e com o frio”, explicou Mandetta.

Ministério da Saúde nega confisco de equipamentos

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, negou confisco de respiradores e outros equipamentos nos hospitais. Segundo ele, houve confisco de fabricantes que estavam tentando exportar produtos, incluindo máscaras e equipamentos de proteção individual.

Em nota publicada nesta quarta, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) afirmou que empresas e hospitais particulares enviaram documentos “relatando o confisco, por parte de governos municipais, estaduais e Ministério da Saúde, de materiais essenciais para o enfrentamento ao coronavírus. Insumos como luvas, máscaras, álcool em gel e até respiradores integram essa lista”.

A preocupação com respiradores é compartilhada por secretários de saúde estaduais. De acordo com a Folha de S. Paulo, um representante estadual falou em chamar a polícia para evitar confiscos e, segundo governadores, o preço do equipamento aumentou, chegando a R$ 140 mil. O embate, segundo o jornal, levou o secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, a sair de em um grupo de WhatsApp nesta terça.

Combate à covid-19

Em relação a medidas de enfrentamento da pandemia, Gabbardo afirmou que 15 milhões de máscaras foram compradas e cerca de 30% encaminhadas aos estados, exceto os do Norte e Nordeste por problemas de transporte.

Para essas regiões, os materiais serão enviados por caminhões e chegarão entre 27 e 28 de março. Uma segunda remessa deve sair nesta quinta (26), em avião, com apoio da Força Aérea Brasileira. O abastecimento nas unidades da federação deve ser mensal. 

Quanto aos leitos, Gabbardo afirmou que o SUS (Sistema Único de Saúde) tem cerca de 5 mil leitos de UTI ociosos, dos 27 mil totais. Ele prevê que haja de 12 mil a 13 mil leitos disponíveis para atender pessoas com covid-19 com  adoção de medidas como as interrupções de cirurgias eletivas.

Sobre testes, Wanderson Oliveira disse que foram enviados 32,5 mil para todo o Brasil e cada kit analisa 20 amostras simultaneamente. O secretário recomendou uso racional dos recursos. “Não tem teste para todo mundo”, disse.

Nesta terça, foram anunciados 22,9 milhões de testes, de dois tipos: o RT-PCR, que detecta o material genético do vírus na amostra, e o teste rápido de sorologia, que verifica os anticorpos.

A mudança na testagem é uma resposta à orientação internacional. Antes, apenas os casos mais graves, em que há indicação de internação, faziam o exame, apesar da orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde) de testar todo caso suspeito.

Quanto aos recursos, de acordo com a pasta, R$ 600 milhões serão liberados para todos os municípios. Cada secretário estadual de saúde deve se reunir com secretários municipais para definir o valor que cada cidade receberá e informar o ministério. O valor mínimo é de R$ 2 por habitante e o máximo, de R$ 5. Mais de R$ 400 milhões já foram liberados para todos os estados.

Nesta terça, a pasta também anunciou que o sistema de saúde brasileiro vai passar a usar a cloroquina e hidroxicloroquina para tratamento de pacientes de covid-19 em estado grave. 

O Ministério da Saúde também estuda mudar orientações sobre o isolamento social, mas ainda não anunciou qualquer alteração. “Não vamos fazer nada que a gente não tenha confiança que possa sugerir. É momento para se unir, andar, os governadores vão se reposicionar, temos de melhorar essa coisa da quarentena, não foi bom, foi precipitado, foi cedo”, disse Mandetta.

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