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24/04/2019 18:00 -03 | Atualizado 24/04/2019 18:03 -03

Ministro diz que recursos para Minha Casa, Minha Vida acabam em junho

'Se não houver ampliação do nosso limite, não teremos como executar', afirmou ministro Gustavo Canuto em sessão na Câmara.

VANDERLEI ALMEIDA via Getty Images
Orçamento atual do Minha Casa, Minha Vida é de R$ 4,17 bilhões, um dos menores valores desde que o programa foi criado, em 2009.   

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, afirmou nesta quarta-feira (24) que os recursos para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vidavão se esgotar em junho e a continuidade dependerá de aportes.

Segundo a Agência Câmara, o ministro fez o comentário durante audiência conjunta na Câmara dos Deputados.

“Nós só temos recursos orçamentários para seguir até outubro. Mas com o contingenciamento só chegaremos até junho. A partir de junho, se não houver ampliação do nosso limite, não teremos como executar”, disse o ministro.

O orçamento atual do Minha Casa, Minha Vida é de R$ 4,17 bilhões, um dos menores valores desde que o programa foi criado, em 2009. 

“O programa inteiro precisa de R$ 5,3 bilhões para rodar o ano todo. O primeiro semestre está  garantido, o que falta são R$ 2,4 bilhões, menos o que temos. Então temos que buscar mais uns R$ 800 milhões para garantir a execução regular do programa até o fim do ano”, explicou.

Um aporte de R$ 800 milhões foi conseguido, na última semana, junto à Casa Civil, para abril, maio e junho.

O HuffPost Brasil noticiou no último dia 16 que, sem pagamento, construtoras ameaçavam deixar o Minha Casa, Minha Vida em maio.

“Foi uma liberação adicional para garantir a execução regular do programa até junho. O aporte permitirá pagar as dívidas. A partir de julho, vai depender muito desta Casa.”

De acordo com a Agência Câmara, Canuto disse que enviará à Câmara até 8 de julho uma proposta de alteração do Minha Casa, Minha Vida. “Não é uma solução simples, não é rápida. Qualquer alteração do programa gera um impacto grande”, afirmou.  

Segundo a Reuters, as ações da MRV, maior construtora de imóveis econômicos do país, despencavam 3,12% às 13h29 desta quarta, entre as principais baixas do Ibovespa, que recuava 1,3% no horário. Os papéis de outras construtoras também recuavam, com Tenda caindo 0,5%, Direcional perdendo 2%, Eztec em baixa de 1,6% e Cyrela com oscilação negativa de 0,06%.

 

* Com informações da Agência Câmara