ENTRETENIMENTO
02/08/2019 15:55 -03

As 10 melhores séries de 2019 que você ainda não viu

Há muito mais por aí do que apenas produções da Netflix ou "Game of Thrones".

Divulgação/Montagem
Fleabag, Too Old To Die Young, Good Omens e Counterpart são alguns dos destaques.

O 1º semestre de 2019 terminou e o ano já nos deu grandes séries. Porém, muitas delas acabam passando sem muita atenção pelo grande público, que por conta da imensa oferta de produções, acaba focando em grandes sucessos, como Game of Thrones e Big Little Lies, ou em títulos da Netflix, o serviço de streaming que é, disparado, o mais popular do mundo. 

Pensando nisso, reunimos algumas das melhores séries de 2019 que talvez você não tenha visto, mas que são imperdíveis. Pode confiar.

Veja aqui nossa lista: 

Fleabag (atualmente na 2ª temporada)

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Lembre-se desse nome: Phoebe Waller-Bridge. O ano de 2019 tem tudo para ser dessa atriz e roteirista inglesa que apareceu para o mundo com o inesperado sucesso de Killing Eve. Ela está tão em alta que foi escolhida para escrever o roteiro do novo filme do 007, e escalou uma mulher negra para o papel. Fleabag é uma série inglesa, com temporadas de apenas 6 episódios com menos de 30 minutos cada. Então matar suas duas temporadas em uma maratona não é difícil. Na trama, Phoebe vive uma típica londrina que, após uma tragédia pessoal, vê sua vida entrar em parafuso. Com diálogos super afiados e recheados daquele cruel humor britânico, Fleabag vai fazer você rir e chorar compulsivamente. 

Years and Years

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Série inglesa que ganhou distribuição nos Estados Unidos via HBO, Years and Years é um tipo de mistura de This is Us com Black Mirror. Dividida em apenas seis episódios, a trama conta os dramas da família Lyons, de 2019 a 2035, período de ascensão da extrema direita no mundo. No Reino Unido, esse movimento é liderado por Viv Rook, interpretada pela excelente Emma Thompson. O roteiro é ótimo e os atores incríveis, mas o que chama mais a atenção é que a série parece prever um futuro bem possível (e nada agradável). 

The Good Fight (atualmente na 3ª temporada)

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Mesmo sendo uma obra de ficção, The Good Fight é hoje a voz mais abertamente anti Trump da TV americana. Spin-off de The Good Wife, a série superou em muito a original, passando de um simples drama sobre advogados para um maluco thriller político que retrata de forma mordaz a América trumpista. Nesta temporada há até pequenos (e hilários) curtas de animação explicando questões delicadas abordadas no roteiro. A série traz momentos do mais divertido nonsense, como uma trama paralela em que a primeira-dama Melania Trump estaria supostamente interessada em se divorciar do marido, e uma cena em que Diane Lockhart (Christine Baranski), uma das protagonistas, conversa com uma cicatriz que tem o formato do rosto de Donald Trump. 

Too Old to Die Young

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No cinema, os filmes mais autorais estão cada vez mais perdendo espaço, fazendo com que diretores de peso migrem para a TV. O dinamarquês Nicolas Winding Refn (Driver e Demônio de Neon) é um deles. Mas não vá falar para ele que Too Old to Die Young é uma série. Refn afirmou categoricamente no lançamento da produção, em pleno Festival de Cinema da Cannes, que este é um filme de 13 horas. E ele não está errado. Mesmo com uma trama policial estrelada por Miles Teller (Whiplash - Em Busca da Perfeição) que segue por 10 episódios (com média de 1 hora e meia de duração), cada um deles é encarado como um filme independente. Too Old to Die Young é daquelas obras que você ama ou odeia. Mas uma coisa é certa, você não viu nada igual na TV ainda. A fotografia e a trilha sonora não absolutamente maravilhosas, mas o estilo “cabeça” recheado de cenas violentíssimas tão característico de Refn pode afastar muita gente. 

Counterpart (atualmente na 2ª temporada)

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É uma pena que pouca gente viu essa interessante série que mistura ficção científica com espionagem estrelada pelo competentíssimo ator J. K. Simmons (Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Whiplash - Em Busca da Perfeição). Ele é tão bom que convence interpretando dois personagens totalmente diferentes, mas que com o passar do tempo descobrem que têm muito em comum. Com roteiro de Justin Marks (autor do script do novo Top Gun), a série se passa em uma Berlim de um futuro próximo que se transforma em palco de um intrincado jogo de espionagem entre duas realidades paralelas, onde cada pessoa no mundo possui um duplo. 

Good Omens

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Outra deliciosa série inglesa da lista, Good Omens é baseada no livro Good Omens: The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, escrito por dois mestres britânicos da literatura e quadrinhos: Neil Gaiman e Terry Pratchett.  A história gira em torno de um anjo e um demônio que desenvolvem uma curiosa amizade desde os tempos do jardim do Éden. Em 2018, às vésperas do Armagedom, eles têm de encontrar o Anticristo, um menino de 11 anos que não faz ideia de que ele seja o filho do diabo. Divertida e cheia de boas sacadas, a série tem um elenco de respeito, com atores como Michael Sheen, David Tennant, Jon Hamm, Frances McDormand e Benedict Cumberbatch. Só isso!  

The Boys

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Baseada em uma série de história em quadrinhos dos quadrinistas Garth Ennis (criador da igualmente polêmica HQ Preacher) e Darick Robertson, The Boys traz uma visão cínica - e cheia de humor negro - sobre os super-heróis. Aqui eles são um bando de babacas que sabem o poder que têm e os usam apenas para proveito próprio. Os 7, um grupo tipo Liga da Justiça liderado por Homelander (Antony Starr), um super-homem psicopata, é agenciado por um conglomerado que quer convencer o governo americano a fechar um contrato com seus supers (como são conhecidos) para missões militares. Mas a vida desses super-heróis nada convencionais começa a complicar quando um grupo de pessoas que tiveram a vida destruída por eles busca vingança.   

Das Boot

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Nova versão da minissérie que virou um dos melhores filmes da década de 1980, Das Boot amplia a trama do material original, dirigido pelo grande Wolfgang Petersen (A História Sem Fim), dando espaço para uma nova trama envolvendo a resistência francesa na área do porto de La Rochelle, local que servia de base para submarinos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Além, é claro, da história já contada na minissérie/filme, que segue a tripulação do submarino U-612 em missões cada vez mais arriscadas. Assim como no original, a tensão claustrofóbica das batalhas submarinas é eletrizante, e agora com o acréscimo de uma visão mais ampla do conflito, já que aqui também enxergamos os acontecimentos pelos olhos dos franceses.  

The Act

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Estrelada por Patricia Arquette (matadora no papel de Dee Dee Blanchard), The Act retrata o bizarro caso real de Dee Dee e sua filha, Gypsy Blanchard (Joey King). Desde pequena, a menina sofria de diversos problemas de saúde graves e sua mãe levantou muito dinheiro com campanhas para ajudar nos tratamentos. O problema é que Gypsy, na realidade, não tinha nada. Tudo não passava de um caso extremo de Síndrome de Münchhausen, doença psiquiátrica em que o paciente, de forma deliberada, causa ou provoca sintomas de doença em outra pessoa para que possa cuidar dela. Mas a história não termina aí! 

High Maintenance (atualmente na 3ª temporada)

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Originalmente produzida como uma websérie do Vimeo, High Maintenance foi criada pelo casal (hoje separado) Ben Sinclair e Katja Blichfeld. O título foi comprado pela HBO em 2016, que desde lá lançou três temporadas. A trama é bem livre. Ela segue um tipo meio hipster sem nome definido que vende maconha para clientes espalhados por Nova York usando sua bicicleta. Nessas andanças, ele cruza por personagens dos mais variados que são retratados em episódios individuais, variando entre a comédia e o drama com diálogos inspirados e cheios de atitude. Poucas séries teriam a coragem e ousadia de, por exemplo, mostrar todo um episódio na perspectiva de um cachorro.