ENTRETENIMENTO
13/06/2020 06:00 -03 | Atualizado 26/06/2020 19:09 -03

As 10 melhores séries (e minisséries) de 2020 até agora

Mesmo com o mundo de ponta cabeça, os 6 primeiros meses do ano foram recheados de ótimas produções.

Mesmo com toda a paralisação na produção cinematográfica e televisiva por conta da pandemia do coronavírus, os 6 primeiros meses de 2020 ainda foram bem recheados de ótimas séries e minisséries.

Algumas já bem conhecidas e consagradas, outras até veteranas, mas pouco vistas ou mesmo estreias surpreendentes, selecionamos aqui o que de melhor foi ao ar neste ano. Pelo menos até aqui.

Veja nossa lista:


Better Call Saul (5ª temporada)


Spin-off de Breaking Bad, uma das séries mais aclamadas da última década, Better Call Saul foi meio que abandonada pelo público com o tempo. O motivo? Muito simples: Better Call Saul não é Breaking Bad. A 5ª (e provavelmente penúltima) temporada continua com seus diálogos afiadíssimos e intenções que desabrocham lentamente, o que deixa as revelações ainda mais impactantes. Fique ligado no episódio Bagman, um dos melhores de toda a série e um fortíssimo candidato a um dos melhores do ano.

Onde ver: Netflix.

High Maintenance (4ª temporada)


Histórias que à primeira vista parecem banais são a alma de uma das melhores e (infelizmente) menos vistas séries da atualidade: High Maintenance. Na 4ª, o Cara (Ben Sinclair) volta às raízes, ou seja, sua bicicleta. É montado nela que ele vende sua maconha para clientes espalhados por Nova York. Nessas andanças, ele cruza com os mais diversos personagens que são retratados em pequenos contos/crônicas que variam entre a comédia e o drama, algumas pitadinhas de non sense e diálogos inspirados e cheios de atitude.

Onde ver: HBO GO.

A Máfia dos Tigres


Sucessora espiritual de Wild Wild Country, outra produção documental que fez muito sucesso na Netflix, A Máfia dos Tigres consegue ter uma história ainda mais bizarra e perturbadora. O foco principal da trama é Joe Exotic, um redneck (o estereótipo do caipira americano) nada convencional e seu zoológico particular apinhado de tigres nos rincões de Oklahoma. Isso sem falar da grande gama de personagens não menos bizarras que cruzam o seu caminho. Para o bem e (normalmente) para o mal. Como documentário não é lá muito confiável, mas, como entretenimento, é imperdível.

Onde ver: Netflix.

Sex Education (2ª temporada)


Se em sua 1ª temporada, Sex Education surpreendeu todo mundo, agora, a série teen inglesa confirmou o quanto é boa. A gama de assuntos como sexualidade e relacionamentos é ampliada e aprofundada com uma maior participação de Gillian Anderson como a sexóloga Jean Milburn, o valentão Adam Groff (Connor Swindells) e sua luta interna - e externa - por aceitação e Aimee Gibbs (Aimee Lou Wood), que contará com a sororidade de suas colegas para superar um trauma. A 2ª temporada é ainda melhor que sua antecessora.

Onde ver: Netflix.

Rick e Morty (4ª temporada - 2ª parte)


A 4ª temporada a animação mais anárquica e ácida da atualidade deixou o melhor para o final. Os episódios da 2ª parte, exibida em 2020, deram uma bela melhorada em relação aos anteriores. O humor mordaz e as costumeiras porradas continuam lá, mas os criadores da série, Dan Harmon e Justin Roiland, pareciam estar no piloto automático. Felizmente, o nível voltou a subir. Principalmente em The Vat of Acid Episode, que disputa cabeça a cabeça com Total Rickall (da 2ª temporada) como o melhor de toda a série.

Onde ver: Netflix.

Bojack Horseman (6ª temporada - 2ª parte)


Não se engane com o fato de BoJack Horseman ser uma animação. E também com o fato de ser uma comédia. Sua versão satírica de uma Hollywood povoada por animais antropomorfizados traz reflexões bem profundas — e tristes — sobre a vida vazia de significados das celebridades que reverenciamos. Nessa segunda parte da 6ª e última temporada da produção da Netflix, BoJack tenta se recuperar de uma recaída. E dessa vez a queda foi grande. E, como não poderia deixar de ser, o final tem aquele tom agridoce inconfundível. 

Onde ver: Netflix.

Little Fires Everywhere


Em um momento em que se discute tanto o racismo e o privilégio branco, Little Fires Everywhere vem muito a calhar. A minissérie conta a história de duas mulheres que vêm seus mundos colidindo entre si. Uma é a artista Mia Warren (Kerry Washington), uma mulher negra que vive uma vida itinerante ao lado de sua filha adolescente Pearl (Lexi Underwood). Quando ela chega à cidade de Shaker, na década de 1990, aluga uma casa de Elena Richardson (Reese Witherspoon), uma dona de casa que trabalha meio período no jornal local. Com o tempo, todas as máscaras vão caindo. Acredite, é um belo tapa na cara.

Onde ver: Amazon Prime Video.

Homeland (8ª temporada)


O fato de esticar a trama iniciada em sua 1ª temporada até a 3ª fez muita gente - com razão - abandonar Homeland. Mas os produtores aprenderam a lição e a partir da 4ª, todas elas tiveram suas histórias fechadas e o bom nível do primeiro ano da série retornou. Mesmo assim, grande parte do status que Homeland tinha em 2011 foi se perdendo. Uma pena, porque a 8ª (e última) temporada desse instigante thriller de espionagem encerrou o ciclo da agente da CIA Carrie Mathison (Claire Danes) e de seu mentor Saul Berenson (Mandy Patinkin) em grande forma. Se você nunca viu ou se abandonou Homeland em algum momento, pode ter certeza que vale a pena investir seu tempo nela.

Onde ver: FOX Premium.

Midnight Gospel (1ª temporada)


A nova série de Pendleton Ward, criador da fofura psicodélica de A Hora da Aventura, é para quem realmente está disposto a se jogar em um mundo de pura psicodelia e altas discussões filosóficas. A premissa é simplesmente animar as conversas de um podcast do mesmo nome, comandado por Duncan Trussell. Nele, o apresentador bate papos sobre assuntos como legalização das drogas, morte, perdão, sentido da vida, entre outros, com especialista dessas áreas. Porém, a simples intervenção de Ward animando as conversas eleva o tom do papo à estratosfera. Uma experiência bem diferente.

Onde ver: Netflix.

I Know This Much is True


Se você anda com o psicológico abalado, passe longe dessa minissérie baseada no imenso livro de Wally Lamb. Mas se você está disposto a encarar esse drama doloroso passado nos anos 1990, vai ser recompensado com uma atuação incrível de Mark Ruffalo como Dominick Birdsey e seu irmão gêmeo Thomas, que sofre de um quadro grave de esquizofrenia. Tenha um lenço à mão sempre que for assistir um episódio. 

Onde ver: HBO GO.