ENTRETENIMENTO
08/10/2019 02:00 -03

8 remakes que são melhores que os filmes originais

Sim, eles existem!

É quase tão comprovado quanto uma lei de Newton que remakes nunca são melhores que os filmes originais. Mas o cinema não é uma ciência exata e, mesmo que na maioria dos casos essa “regra” seja mesmo verdadeira, há sim exceções.

Tanto que reunimos aqui oito exemplos de remakes que superaram o original.

Veja se você concorda ou não com nossa lista:

Scarface (1983)

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A espinha dorsal da trama de Scarface é basicamente a mesma de Scarface, A Vergonha de uma Nação (1933), mas o filme de 1983 é bem mais ambicioso. Não que o original, de Howard Hawks, seja ruim — longe disso, mas a visão que Brian De Palma dá ao protagonista, Tony Montana (Al Pacino), é bem mais ampla e profunda. Além disso, o gângster de Paul Muni, Tony Camonte, parece um cara bonzinho perto do alucinado Montana. Isso sem falar no toque de extravagância que só a Miami da década de 1980 consegue dar. Um tempero que o original não traz, mesmo se passando na Chicago do auge da Lei Seca, nos anos 1920, um período bem interessante da história dos EUA.

O Enigma do Outro Mundo (1982)

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Parece que estamos pegando no pé do excelente cineasta Howard Hawks, mas este aqui é outro remake melhor do que um original que ele dirigiu. No caso, O Monstro do Ártico (1951). John Carpenter consegue transportar à tela uma atmosfera de paranóia bem mais eficiente. É claro que a incrível maquiagem do alienígena que pode copiar a forma de qualquer ser vivo conta (e muito) à favor da versão de 1982, mas, além disso, Carpenter é um dos grandes nomes do cinema de gênero americano, principalmente do terror/ficção científica, e O Enigma do Outro Mundo é um de seus melhores e mais influentes filmes.

Bravura Indômita (2010)

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Já bem veterano, o eterno cowboy John Wayne conquistou seu tão sonhado Oscar de melhor ator com Bravura Indômita (1969), algo que Jeff Bridges não conseguiu interpretando o mesmo papel do durão xerife Rooster Cogburn. Talvez por isso o filme de Henry Hathaway seja classificado como um “clássico”. Mas o trabalho de Hathaway não tem nem um pingo da inventividade dos irmãos Joel e Ethan Coen. Mesmo contando uma história idêntica e que se passa no mesmo período histórico, o estilo característico dos Coen, que mistura comédia, violência, drama e estranheza caiu como uma luva à trama.  

A Mosca (1986)

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Muitas vezes, a Mosca da Cabeça Branca (1958) é erroneamente associado à imagem de um filme ruim. Uma injustiça. O filme de Kurt Neumann é interessante e criativo. Mas a visão bizarra de David Cronenberg consegue deixar a história do cientista que se funde com uma mosca ainda melhor. O tom é totalmente diferente. O filme de 1986 é bem mais dark. A maquiagem (que ganhou o Oscar em 1987) impressiona ainda hoje.

Onze Homens e um Segredo (2001)

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O Onze Homens e um Segredo de 1960 era apenas um caça-níqueis para reunir o Rat Pack (grupo formado pelos amigos cantores Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr.) na tela. A trama de um grupo de ladrões que se junta para fazer um assalto cinematográfico em Las Vegas é bem mais desenvolvida na versão de 2001, dando um ritmo muito mais agradável. Isso sem falar que o grupo de atores do filme Steven Soderbergh - George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, entre outros - não fica nada atrás do original no quesito carisma. 

Nasce uma Estrela (2018)

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Na trama original de Nasce Uma Estrela (1937), a jovem aspirante a atriz Esther Blodgett (Janet Gaynor) conhece Norman Maine (Fredric March), um ator veterano e bem-sucedido que logo se apaixona pela jovem e a incentiva em sua carreira. Depois desse encontro, ela vai gradativamente se transformando em uma estrela do Hollywood, enquanto ele passa a rejeitado pelos estúdios devido seu alcoolismo. Ou seja, a história das versões é praticamente a mesma, mas com um pequeno detalhe: Não tem Lady Gaga e Bradley Cooper cantando Shallow. Só isso já faz a versão de 2018 melhor.

Os Invasores de Corpos (1978) 

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Considerado por muitos críticos como o melhor remake já feito, Invasores de Corpos, de Philip Kaufman, é um filme bem mais denso que o original Vampiros de Almas (1965), um clássico da ficção científica dirigido por Don Siegel. O filme de 1978 consegue como poucos transportar à tela os sentimentos de paranóia e desilusão que marcaram a década de 1970.  

Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres (2011)

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Por mais que o sueco Os Homens Que Não A­ma­­vam as Mulhe­res (2009) seja fiel ao best-seller de Stieg Larsson e a atriz que Noomi Rapace faça um excelente trabalho interpretando a hacker Lisbeth Salander, a versão americana é dirigida por David Fincher, que convenhamos, tem bem mais talento para a coisa que Niels Arden Oplev.