ENTRETENIMENTO
28/06/2020 06:00 -03

Os 10 melhores filmes de 2020 (até agora)

O ano está complicado para o cinema, mas ainda há muitas produções excelentes para serem descobertas.

É realmente complicado fazer uma lista de melhores filmes em um ano em que enfrentamos a devastadora pandemia do coronavírus. Uma das indústrias mais atingidas pela covid-19, o cinema tenta se reinventar em 2020.

Enquanto algumas produções buscam plataformas alternativas além das tradicionais salas de cinema, os grandes estúdios preferem adiar o lançamento de seus aguardados blockbusters. Isso sem falar no cancelamento dos principais festivais de cinema do mundo.

No entanto, essa realidade deu mais espaço para filmes independentes que não podem se dar ao luxo de adiar estreias e recorrem aos serviços de streaming para que sejam mais vistos. 

Por isso, nesta pré-lista de melhores filmes de 2020 há muitos títulos que você talvez nunca tenha ouvido falar e que, infelizmente, ainda não estão disponíveis em streaming no Brasil.

É muito provável que alguns deles não cheguem à lista final, que será atualizada lá em dezembro. Mas veja pelo lado bom: pelo menos você vai conhecer um monte de filmes que merecem sua atenção.

Veja aqui nossa lista com os 10 melhores filmes de 2020 (até agora): 

10 - Destacamento Blood

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Mesmo com todo o sucesso de Infiltrado na Klan, que lhe rendeu até um inédito Oscar de Melhor Roteiro, Spike Lee não se acomodou e voltou ainda mais contestador em Destacamento Blood, uma produção Netflix. O filme é perfeito? Não, longe disso, mas é um autentico Spike Lee, sendo didático com relação às questões negras quando deve ser e provocando reflexões quando você menos espera. É um buddy movie, filme de guerra, de caça ao tesouro, tem drama, tem comédia... É um balaio de gatos que poderia muito bem descambar no caos, mas um cineasta do calibre de Spike não deixa a peteca cair.   

Onde ver: Netflix.

9 - Shirley

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Inspirado na figura da escritora Shirley Jackson, o filme da diretora Josephine Decker vaga entre o real e o imaginário calcado em uma grande interpretação de Elisabeth Moss como a protagonista de um drama psicológico cheio de inventividade. Shirley é quase uma fanfic que tenta emular o estilo da autora, subvertendo sua figura de uma forma bem curiosa. Alguns fãs de Jackson reclamaram, mas o filme - que chamou atenção no último Festival de Sundance - é, sim, um dos destaques do ano até o momento.

Onde ver: Ainda não disponível em streaming no Brasil.

8 - Never Rarely Sometimes Always

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O segundo longa da cineasta Eliza Hittman trata de assuntos duros como violência contra a mulher e aborto de uma forma natural, humana e sem sensacionalismos, difícil de se ver por aí. Você se torna tão íntimo da dor e confusão da jovem Autumn (Sidney Flanigan) que é quase impossível não sentir o constante estado de ameaça quando um homem entra em cena, por mais sutil que ela possa parecer. Um filme necessário.

Onde ver: Ainda não disponível em streaming no Brasil.

7 - A Vastidão da Noite

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Estreia do diretor/roteirista/editor/produtor Andrew Patterson (sim, esse é seu primeiro filme na vida, ele nunca filmou nem um curta sequer!), A Vastidão da Noite é exercício de técnica refinada digno de um cineasta veterano. O apuro visual dessa ficção científica à laAlém da Imaginação impressiona. Ainda mais por se tratar de uma produção de baixíssimo orçamento. Fazer um filme desses no gogó é para poucos, e Patterson cumpriu a missão com louvor.

Onde ver: Amazon Prime Video.

6 - Vitalina Varela

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O novo filme do português Pedro Costa é quase como uma série de quadros tão bonitos quanto desoladores que retratam a via crucis de tristeza, sofrimento e desconexão de sua protagonista, Vitalina Varela, uma senhora cabo-verdiana que vai a Portugal após a morte do marido, que lá, levava uma vida que ela não conhecia. Fotografado em um marcante jogo de luz e sombras, o filme passa uma sensação de desespero e desesperança que mexe com as entranhas do espectador.  

Onde ver: Ainda não disponível em streaming no Brasil.

5 - Crip Camp: Revolução Pela Inclusão

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Segundo documentário produzido pelo casal Obama após vencer o Oscar da categoria com Indústria Americana, Crip Camp: Revolução Pela Inclusão é um daqueles exemplos de ótimos filmes escondidos no catálogo da Netflix, que, infelizmente, não fez nenhum alarde sobre sua estreia na plataforma, no começo de 2020. Por meio de imagens de arquivo e entrevistas, o filme conta a história de um grupo de pessoas com as mais diferentes deficiências que se conheceram ainda muito jovens em um acampamento de férias onde eles podiam simplesmente serem eles mesmos. Anos depois, alguns deles participaram de um grande movimento pelos diretos de acessibilidade, na década de 1970. 

Onde ver: Netflix.

4 - O Homem Invisível

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Transportar o real terror das agressões físicas e mentais que as mulheres sofrem para uma trama típica do gênero horror é a grande sacada desse reboot do clássico de 1933. Aqui, o protagonista não é o Homem Invisível, mas Cecilia Kass (a sempre ótima Elisabeth Moss), uma mulher que tenta sair de um relação abusiva com um “gênio do Vale do Silício”. Mas assim como acontece na vida real, ninguém acredita em sua história. Entre todos os gêneros cinematográficos, nenhum anda tão antenado com as pautas do mundo atual quanto o terror, e O Homem Invisível é um belo exemplo disso. 

Onde ver: Looke, Google Play e Apple TV (para alugar).

3 - Martin Eden

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Mais conhecido por documentários, o cineasta italiano Pietro Marcello surpreendeu com seu segundo longa em que mescla a narrativa clássica do livro em que se baseia (do escritor americano Jack London) com o frescor e liberdade da nouvelle vague francesa e a tradição do cinema de Luchino Visconti. Luca Marinelli, Melhor Ator do Festival de Veneza em 2019, que consagrou Coringa como seu grande vencedor, interpreta o protagonista com uma verdade tocante. É um belíssimo conto sobre os abismos sociais. 

Onde ver: Ainda não disponível em streaming no Brasil.

2 - Pacarrete

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Marcélia Cartaxo está simplesmente espetacular na pele da excêntrica Pacarrete, uma senhora que alega ter um passado de glórias como bailarina e professora em Fortaleza que se transforma na “louca da cidade” quando retorna à pequena Russas para cuidar da irmã doente. O longa de estreia do diretor Allan Deberton foi o grande vencedor do último Festival de Gramado e deveria ser o representante do Brasil na próxima edição do Oscar, se ela acontecer.

Onde ver: Ainda não está disponível em streaming no Brasil.

1 - First Cow

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Outra joia da rica filmografia da cineasta Kelly Reichardt, First Cow tem a marca da diretora. Parece uma história bem simples, contada com seu característico minimalismo, mas que é tão bem trabalhada em seus detalhes que parece nos apresentar um mundo de possibilidades a cada pequeno elemento mostrado na tela. Baseado em um livro de Jonathan Raymond, parceiro de longa data da diretora, First Cow é uma história da inusitada parceria entre homens que buscam desesperadamente o sonho americano no interior do Oregon em 1822. 

Onde ver: Ainda não disponível em streaming no Brasil.