COMPORTAMENTO
26/11/2019 05:00 -03

Protetor solar: O guia para você escolher o produto mais adequado para sua pele

São muitas as dúvidas na hora de decifrar o rótulo de um produto, e a falta de entendimento pode fazer que sua pele não receba a atenção que ela precisa.

Wojciech Kozielczyk via Getty Images
O uso do protetor solar é chave para proteger a sua pele, ainda mais com a chegada do verão.

Com a proximidade do verão, também está aberta a temporada de praia e sol no Brasil. Mas a exposição à luz solar demanda cuidados diários com a pele, e não somente quando estamos com o pé na areia.

Uma pesquisa liderada pela Consulfarma afirmou que, no País, 70% das pessoas não usam protetor solar diariamente e apenas 10% dos brasileiros consultam um dermatologista para saber qual o produto mais indicado para o seu tipo de pele.

São muitas as dúvidas na hora de decifrar o rótulo de um produto e a falta de entendimento pode fazer que a sua pele não receba a atenção que ela precisa.

Com ajuda a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, preparamos um “guia” para você escolher o seu protetor solar ideal.

Protetor solar à prova d’água

Alguns protetores solares são resistentes à água e ao suor. Quando um filtro solar é resistente à água, ele permanece eficaz por 40 minutos na pele, mesmo que ela esteja molhada. Quando ele é muito resistente à água, o filtro solar permanece eficaz por até 80 minutos — essa é a versão mais indicada para as crianças e os atletas, por exemplo. Porém, mesmo com o fator de resistência alto, a recomendação é de reaplicar o filtro a cada duas horas

Protetor solar de amplo espectro

O protetor solar pode protegê-lo dos raios ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB), que são prejudiciais à pele. Já o filtro solar de amplo espectro protege a pele do envelhecimento (manchas, rugas e flacidez), de queimadura e ajuda a prevenir o câncer de pele. “Isso porque o produto pode conter ativos antioxidantes e que protegem contra o calor e a luz visível”, afirma Marçal.

Protetor solar com antioxidantes

Os antioxidantes são moléculas que impedem a formação de radicais livres — e em alguns casos revertem os danos causados por eles. Já os radicais livres são átomos ou moléculas instáveis e altamente reativos que, em excesso, passam a atacar células sadias.

Em outras palavras, essas moléculas danificam a estrutura da célula e podem levar à morte celular.

Por isso, o protetor solar, quando completo, deve ir além da proteção e trazer outros benefícios, como a ação antioxidante. Isso é importante principalmente quando se trata do cuidado diário da pele em grandes cidades, onde há uma grande concentração de poluição e outros fatores que prejudicam a cútis. 

Procure no rótulo pelos antioxidantes importantes, como as vitaminas E, C, A, B3, o Resveratrol, o ácido elágico da Romã, extrato de Blueberry, da Folha de Oliveira e de Edelweiss. Além disso, atente-se para as moléculas OTZ 10 (que minimiza os danos do calor), Alistin (considerado um antioxidante universal) e Exo-P (um antioxidante que impede os danos dos poluentes).

Protetor solar com cor

Populares, sobretudo, entre as mulheres, os filtros de alta cobertura e com cor funcionam como uma barreira física à luz visível. Esse tipo de produto é um aliado, principalmente, dos pacientes que têm melasma (manchas escuras) na pele.

A diferença entre os filtros químicos e físicos

Divididos entre químicos e físicos, os filtros de fotoproteção atuam de maneiras diferentes.

Os filtros físicos são partículas inorgânicas que refletem ou dispersam a radiação. Já os químicos são partículas orgânicas que absorvem o fóton de energia. No protetor solar, é importante associar o uso dos dois.

“Mas os filtros físicos bloqueadores à base de dióxido de titânio, óxido de ferro e zinco são fundamentais. Eles agem como uma parede de tijolos — onde a luz bate e volta sem ser absorvida. Os filtros químicos são importantes, mas altamente instáveis; então na sudorese, na água do mar, a molécula fica quimicamente instável e deixa de proteger”, explica Claudia Marçal. 

Protetor solar contra o fotoenvelhecimento

Quando um protetor solar tem a informação no rótulo de que protege contra o fotoenvelhecimento, isso significa que ele forma uma barreira para evitar a formação precoce de rugas, manchas, mudança na textura da pele e outras consequências da radiação.

Porém, para que essa cobertura seja eficaz, é necessário aplicar uma quantidade razoável de filtro no rosto 30 minutos antes de sair para o sol — e evitar a fotoexposição das 10 da manhã às 4 da tarde.

O que significa a sigla FPS 

A sigla FPS significa Fator de Proteção Solar e refere-se apenas aos raios UVB. De acordo com a dermatologista, o FPS mínimo recomendado é o 30. Estudos afirmam que um FPS 15 consegue filtrar 93% dos raios UVB do sol, enquanto o FPS 30 filtra 97%. A partir desse valor (como os FPS 50, 70 ou mais), a diferença é mínima com relação ao UVB. 

E a sigla IR?

Já “IR”, neste caso, significa Infrared (infravermelho ou IV), que é a radiação sentida por meio do calor ou mormaço.

“É uma radiação que acomete num comprimento de onda suficiente para atingir a derme mais profunda — a derme reticular. E isso provoca um dano muito importante, com menor elasticidade e uma piora no aspecto geral com a destruição do arquétipo da pele. Além de um maior potencial de cancerização”, diz a dermatologista. 

A luz visível é prejudicial para a pele? 

Sim! Além da luz do sol, as luzes dos smartphones, das lâmpadas artificiais, dos computadores, enfim, toda a luz vista a olho nu provoca danos. Por isso a necessidade de usar o protetor solar todos os dias.

Gel, creme, bastão: Qual o melhor protetor?

Essa decisão é bastante importante, pois o tipo do protetor também vai ajudar na prevenção de acne e oleosidade. Se você tem uma pele com tendência à acne, deve optar por veículos livres de óleo ou creme.

Já quem praticam muita atividade física deve evitar gel pois ele se dilui facilmente.

O protetor em forma de loção é o que garante a maior proteção. E, segundo a dermatologista, os protetores em forma de pó não devem ser a única proteção diária, pois geralmente eles são menos eficientes.