ENTRETENIMENTO
13/11/2019 15:58 -03

Montamos o line-up ideal do Lollapalooza Brasil de 2012 a 2019

Veja se você concorda com nossa seleção.

E lá se vão oito anos desde que o Brasil recebeu sua primeira edição do Lollapalooza, festival que nasceu como a turnê de despedida da banda 
Jane’s Addiction, em 1991, e ganhou uma proporção que seu criador, o vocalista do Jane’s, Perry Farrell, nunca imaginaria.

O Lolla seguiu em Chicago até 1997, renascendo itinerante - ainda apenas no território americano - em 2003. Mas em 2010 resolveu se expandir, e Santiago, capital do Chile, recebeu a primeira edição internacional.

Dois anos depois foi a vez do Brasil também sediar do festival, e de lá para cá tivemos alguns dos melhores shows que o País já recebeu. 

Com todas as atrações já fechadas para 2020, o Lollapalooza (que acontece nos dias 3, 4 e 5 de abril de 2020) promete mais uma edição das boas, mas pensamos aqui: Como seria o melhor Lolla BR de todos os tempos? 

Depois de algum debate, chegamos ao line-up ideal com shows que cobrem todas as edições, de 2012 a 2019.

Veja aqui e nos diga se você concorda: 

Artic Monkeys (2012)

Bem mais rodados após sua primeira passagem pelo Brasil, em 2007, os caras do Artic Monkeys deixaram a timidez de lado e mostraram que tinham pegada para ser um headliner de respeito. Alex Turner e sua turma mandaram ver um set de 20 músicas que percorreu a discografia da banda até Suck It And See (2011). O show foi recheado de hits como I Bet You Look Good on the Dancefloor, Fluorescent AdolescentBrianstormBalaclavaTeddy Picker, entre outros.

Joan Jett and the Blackhearts (2012)

A veterana Joan Jett mostrou que continuava com o mesmo rock vigoroso de sempre. Na época com 54 anos, a compositora de verdadeiros hinos do rock, como I Love Rock’n’RollBad Reputation e Cherry Bomb, não deu descanso para o público, que pode curtir uma das apresentações mais “raiz” do Lollapalooza no Brasil.

Of Monsters and Men (2013)

A banda islandesa chegava ao Brasil conhecida por grande parte do público apenas por um hit: Little Talks. Também, pudera, o grupo só tinha gravado um disco até então, o aclamado My Head Is an Animal. Mas quem não conhecia as outras músicas do álbum passou a conhecer e virar um fã instantâneo depois da grande apresentação do Of Monsters and Men no Lolla de 2013. 

Alabama Shakes (2013)

A edição de 2013 foi definitivamente a das grandes surpresas. Enquanto headliners como Pearl Jam, The Flaming Lips e The Black Keys entregaram apresentações razoáveis, estreantes como o Alabama Shakes contagiaram o público em palcos menores. A banda liderada pela passional Brittany Howard tinha apenas um álbum no currículo, o excelente Boys & Girls (2012), mas mesmo assim deu uma aula para outras bandas bem mais rodadas. Howard é um verdadeiro furacão no palco.

Cake (2013)

Muita gente já nem se lembrava do Cake em 2013. Tanto que a banda se apresentou no meio do primeiro dia do festival. Mas com seus hits esquisitões e grudentos e a versão matadora do hino disco I Will Survive, o grupo californiano mostrou  que ainda tinha muito que dar no palco do festival. Emocionado, o vocalista John McCrea chegou até a agradecer o público brasileiro por “se lembrar que eles ainda existiam”.

Soundgarden (2014)

Em 2014, não teve para ninguém. O grande show do Lollapalooza no primeiro ano do festival no Autódromo de Interlagos foi do Soundgarden. Na primeira (e única) passagem por um dos grandes nomes do grunge pelo Brasil, o saudoso Chris Cornell cantou verdadeiros hinos dos anos 1990, como Black Hole SunThe Day I Tried to LiveFell on Black DaysRusty Cage e mais uma penca de petardos nostálgicos.

Jack White (2015)

O compositor, cantor e guitarrista (de mão cheia) Jack White, neste ano, completa seu ciclo ao voltar ao Brasil com o The Racounters, no Popload Festival. Ele já havia passado pelo País com o The White Stripes em 2003 e 2005 (quando chegou até a se casar no encontro dos rios Negro e Solimões, no Amazonas), e 2015 foi a vez de vir com seu projeto solo. E encerrou com chave de ouro o primeiro dia do Lolla naquele ano. Com o excelente disco Lazaretto debaixo do braço, ele apresentou músicas novas mescladas com hits do White Stripes e Racounters, fechando o show de forma apoteótica com Seven Nation Army. (Obs.: O vídeo acima é da apresentação no Lollapalooza do Chile, apresentação bem semelhante a que aconteceu por aqui).

Robert Plant (2015)

Outra apresentação inesquecível da edição de 2015 foi do lendário Robert Plant, ex-vocalista de uma das bandas que fazem parte da realeza do rock’n’roll, o Led Zeppelin. Ele, aliás, cantou sete clássicos de seu antigo grupo: Babe I’m Gonna Leave You, Black Dog, Going to California, The Lemon Song, What is and what Should Never be, Whole Lotta Love e Rock and Roll. Isso sem contar com ótimas músicas de seu trabalho solo e blues icônicos como Spoonful e Fixin to Die, som que sempre serviu de base para o rock do Zeppelin.

Florence + The Machine (2016)

O ano de 2016 foi marcado como uma edição comandada pelas mulheres. Um desses destaques femininos foi Florence Welch. Mesmo sob a chuva que caiu durante sua apresentação, ela encerrou o festival com muito estilo e energia. Seu Florence + The Machine não deixou a peteca cair com hits como Dog Days Are Over e Rabbit Heart (Raise It Up) e até nos momentos mais calmos, como em You’ve Got the Love e Sweet Nothing.

Marina and the Diamonds (2016)

Depois de dar um bolo no Lolla de 2015, a galesa Marina Lambrini Diamandis, mais conhecida nos palcos como Marina and the Diamonds, recompensou o público brasileiro com uma apresentação impecável. Seu pop excêntrico estilo Kate Bush com esteróides contou com toda a sua teatralidade no palco para desfilar uma série de canções contagiantes como Mowgli’s Road, I Am Not a Robot e Primadonna Girl. Por aqui ela desfilou por todos os seus discos: The Family Jewels (2010), Electra Heart (2012) e Froot (2015). Marina é uma das poucas cantoras pop que anda no fio da navalha entre o comercial e o alternativo e ela mostrou por aqui que essa mistura dá, sim, muito certo.

Tame Impala (2016)

O Brasil não era novidade para os australianos do Tame Impala quando eles tocaram no Lolla de 2016. Eles já haviam se apresentado por aqui antes três vezes, mas em palcos BEM menores. No entanto, a banda - que na verdade é o projeto de um homem só, o multiinstrumentista Kevin Parker - mostrou que tinha tarimba suficiente para encarar uma multidão. O público se deliciou com a psicodelia contagiante cheia de sons etéreos, visual viajante, riffs de guitarra poderosos e o vocal lennonesco de Parker. 

Bad Religion (2016)

Veteranos da cena punk/hardcore californiana, o Bad Religion entregou uma apresentação “no bullshit” como o esperado e que agradou a molecada e os tiozões. A banda liderada por Greg Graffin – que nas horas vagas dá aulas na área de biologia da Universidade da Califórnia (UCLA) - emendou um hit atrás do outro sem muito papinho furado. Entre eles, pertardos como 21st Century Digital Boy, American Jesus, Infected, New America, Los Angeles is Burning, entre outros.

Rancid (2017)

Foram longos 25 anos para que o público brasileiro pudesse ver o Rancid, uma das grandes bandas punk de todos os tempos, tocando por aqui. Mas o grupo, que nasceu de outro lendário nome do punk, o Operation Ivy, fez toda essa espera valer a pena. O setlist foi basicamente uma reunião de músicas dos principais discos da banda americana: Let’s Go (1994), …And Out Come The Wolves (1995) e Indestructible (2003), que foram tocadas quase sem intervalos, como um bom show de punk deve ser. 

BaianaSystem (2017)

Quem disse que apresentações de tarde em palcos menores não rendem shows inesquecíveis não viu a apresentação dos baianos do BaianaSystem no Lolla de 2017. Teve de tudo. Mosh, uma participação especial explosiva de BNegão e protesto político. Tudo isso embalado por músicas como Playsom, Lucro (Descomprimido), Invisível, Forasteiro, entre outras. Um show que mostrou que o BaianaSystem não perde nada para qualquer atração gringa.

Pearl Jam (2018)

Mesmo já tendo tocado no Lollapalooza Brasil de 2013, o Pearl Jam, um dos cânones do grunge de Seattle, impressionou mesmo em sua apresentação no Lolla de 2018. Isso porque Eddie Vedder e companhia resolveram passar a limpo seus 20 anos de carreira desfilando músicas de toda a discografia da banda. Foi um dos melhores shows de headliners do festival por aqui e ponto final.

IZA (2019)

Nem parecia que o show da carioca IZA era a sua estreia no Lollapalooza. A cantora que explodiu com o hit Pesadão apenas dois anos antes simplesmente dominou o palco do festival. Com sua voz potente e grande carisma, ela entregou uma apresentação poderosa e contagiante, com músicas próprias como Ginga, Te Pegar e Esse Brilho é Meu, e covers de dicas do pop internacional, como Bad Romance, de Lady Gaga, e What’s My Name?, de Rihanna. O show só confirmou que IZA é o presente e o futuro do pop nacional.

St. Vincent (2019)

Encarar o palco de um festival gigantesco como o Lollapalloza sozinha com sua guitarra não é para qualquer um. E foi isso que a americana Erin “Annie” Clark, sob a alcunha de St. Vincent, fez em 2019. Mas “medo” não é uma palavra que consta no dicionário de Annie. Desde que lançou seu primeiro disco Marry Me, em 2007, ela nunca teve receio em experimentar sons diferentes munida de sua guitarra que quebra as barreiras físicas do instrumento. Sua apresentação é pensada como um todo, tanto no som quanto no visual. O resultado é um show hipnotizante em que ela se entrega totalmente no palco. (Obs.: O vídeo acima é da apresentação no Lollapalooza da Argentina, apresentação bem semelhante a que aconteceu por aqui).