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11/01/2020 16:54 -03 | Atualizado 11/01/2020 16:56 -03

MEC estuda descartar 2,9 milhões de livros didáticos, diz jornal

Ministro Abraham Weintraub diz que assunto é indiscutível, e que novos exemplares não vão 'doutrinar', nem 'ter ideologia'.

Adriano Machado / Reuters
Ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou em vídeo nas redes sociais que novos livros não terão ideologia nem vão doutrinar. 

Livros didáticos nunca entregues a alunos podem ser descartados pelo MEC (Ministério da Educação). A informação é do jornal o Estado de S.Paulo. Segundo a publicação, são 2,9 milhões de exemplares comprados em gestões anteriores ao custo de R$ 20 milhões. 

O processo para se desfazer do material, que estaria desatualizado, começou no fim do ano passado. Conforme disse então a área logística do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), havia a necessidade de reduzir o estoque armazenado em um depósito alugado dos Correios em Cajamar, na Grande São Paulo. 

Na tarde deste sábado, o ministro da Educação, Abaham Weintraub, foi às suas redes sociais afirmar que se está fazendo uma polêmica em cima de algo que para ele é indiscutível. Ele afirmou que os livros didáticos custam quase R$ 2 bilhões por ano e 165 milhões deles são distribuídos anualmente. 

Olavista de carteirinha, Abraham destacou que os novos livros do governo não vão “ter ideologia”. ”É pra ensinar a ler, a escrever, ciência, matemática. Não é para doutrinar. Isso é coisa do passado”.

Sem citar nomes, referiu-se à TV Globo e à reportagem do Fantástico em que a emissora mostrou o descarte de alguns livros, e que muitos estavam sendo reciclados e acabavam virando papel higiênico. 

Abraham entrou no MEC em abril do ano passado para substituir Ricardo Vélez após este ter acumulado uma série de polêmicas, mas ele próprio não tem passado ileso em sua gestão.