MULHERES
06/10/2020 20:27 -03 | Atualizado 06/10/2020 20:31 -03

Marta ganhará estátua no 'Museu da Seleção Brasileira', ao lado de Pelé

Local também terá nova ala dedicada somente ao futebol feminino; ainda não há data para a inauguração.

Não é só do rei Pelé que o futebol brasileiro é feito. Este reconhecimento virá, agora, com uma homenagem à rainha Marta, no Museu da Seleção Brasileira, conhecido como ‘Museu da CBF’, no Rio de Janeiro. A maior artilheira das Copas ganhará uma estátua de cera no local, assim como a de Pelé; uma nova ala dedicada à história do futebol feminino no País também será inaugurada. 

A notícia foi divulgada inicialmente pela jornalista Renata Mendonça, em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo.

“Uma estátua não vai apagar anos de descaso, mas pela primeira vez dá para sentir que o futebol feminino está em boas mãos. Das mulheres, que foram notadas e agora assumiram o comando”, escreveu Mendonça. 

Assim como Marta, Zagallo também terá uma estátua produzida por cerca de 50 artesãos que recentemente tiraram as medidas dos atletas. No museu, o rei Pelé e a rainha Marta ficarão lado a lado. Porém, devido à pandemia do novo coronavírus, ainda não há previsão de inauguração das duas estátuas.

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MARTA VAI VIRAR ESTÁTUA AO LADO DE PELÉ A Rainha, seis vezes melhor do mundo, ganhará uma homenagem digna do seu tamanho para o futebol. Literalmente. Uma estátua feita por uma equipe de mais de 50 artesãos que terão a missão de moldar em cera todos os traços de uma das mulheres mais incríveis que o esporte já produziu. Uma notícia boa demais para não ser compartilhada. E no papo que tivemos com Rogério Caboclo sobre futebol feminino, o presidente da CBF nos trouxe mais uma novidade importante: a @selecaofemininadefutebol terá pela 1ª vez um patrocinador exclusivo. Falamos também com o presidente sobre os erros da CBF com a modalidade e sobre a ausência de mulheres e negros nos principais cargos. E questionamos a falta de reconhecimento do passado da seleção feminina. A invisibilidade era tanta que, no chamado “Museu da Seleção Brasileira”, não havia praticamente nada delas. Felizmente, agora podemos usar esse verbo no pretérito imperfeito. Não perfeito ainda, porque não foi inaugurada a nova ala do museu que contará a história das mulheres que vestiram a camisa do Brasil, mas o evento (quando a pandemia passar) terá a presença das pioneiras. E com a estátua de Marta sendo colocada ao lado do Pelé. O rei e a rainha, os melhores de todos os tempos. As mulheres finalmente começaram a ter voz e vez no futebol. Que seja uma nova era para o futebol delas. (Fotos: Arquivo Pessoal e AFP) #futebol #futebolfeminino #selecaobrasileira #selecaofeminina #jogadoras #mulheresnofutebol #girlpower #mulheresnocomando

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Marta, aos 33 anos, já tinha sido eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol do mundo. Em 2019, na Copa da França, ela alcançou mais um recorde em sua carreira. Em jogo contra a Itália, ela se tornou a maior artilheira da história das Copas, tanto da modalidade feminina, quanto da masculina.

Com 17 gols marcados no Mundial, Marta superou a marca do atacante alemão Miroslav Klose. Na partida anterior, contra a Austrália, a craque brasileira havia igualado a marca do alemão, quando completou 16 gols.

Também em partida contra a Austrália, ela já havia quebrado outra marca na edição do campeonato: se tornou a primeira jogadora, entre homens e mulheres, a marcar em cinco edições diferentes de Copa do Mundo.

Um avanço tardio para o futebol feminino no Brasil

Lucy Nicholson / Reuters
Marta, de batom vermelho, em campo na Copa da França, realizada em 2019.

Ainda segundo a coluna de Mendonça e o site Dibradoras, do qual ela é uma das fundadoras, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, disse que a seleção feminina terá pela 1ª vez um patrocinador exclusivo.

A modalidade tem avançado no último ano, em especial, após a Copa da França. Em setembro, a CBF anunciou novidades de impacto que, por muitos anos, foram esperadas tanto por especialistas e atletas.

A entidade anunciou que atletas das seleções masculinas e femininas receberão valores iguais em premiações e diárias de convocação - e que a modalidade será gerida apenas por mulheres.

“O que elas recebem por convocação diária, de premiação, inclusive em Copas do Mundo, será igual ao dos homens. Não haverá mais diferença de gênero”, disse Rogério Caboclo, em evento para a imprensa transmitido pelo YouTube.

A equidade de pagamento já havia sido adotada durante a primeira convocação da seleção feminina em 2020. Em março, durante o torneio que ocorreu na França, segundo a entidade, as jogadoras já receberam o mesmo valor que é pago aos homens durante o período de convocação. 

O primeiro passo para ter mais mulheres comandando a modalidade já havia sido dado com a contratação de Pia Sundhage, em substituição a Vadão após o Mundial da França. Agora, toda a modalidade estará nas mãos delas.

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