COMPORTAMENTO
15/01/2019 07:44 -02

7 dicas que aprendi com Marie Kondo sobre arrumar a casa (e a vida)

Isso me traz felicidade?

Associated Press

Se você ainda não ouviu falar sobre a Marie Kondo, por favor, pare tudo o que estiver fazendo e pesquise. Certamente, quando você menos esperar, alguém vai olhar para a sua mesa bagunçada no escritório, casa com uma pilha de louças por arrumar ou uma rotina de vida simplesmente desorganizada e dizer: a Kondo transformaria tudo isso. 

Se você quiser antecipar esse momento (e se divertir com alguns bons memes), coloque o seu pijama mais confortável, sente-se no sofá e se prepare para passar algumas boas horas assistindo Tidying Up with Marie Kondo na Netflix (Ordem na Casa, em tradução literal). 

É um show e tanto. Mas por trás da voz fina e tranquila da anfitriã Marie Kondo, há algumas lições realmente valiosas que irão desencadear pequenas transformações em sua vida.  

E a primeira delas é aprender a se questionar: “isso me traz felicidade?”.

1. Encare a mudança

Mudar pode parecer assustador e difícil, mas é transformador. Para lidar com essas situações, tente encarar de uma forma positiva. 

Para muitas pessoas, colocar todas as roupas em uma pilha em cima da cama pode ser uma injeção de ansiedade, mas Kondo não se incomoda com isso. Na verdade, ela fica visivelmente animada com as pilhas de papéis e salas cheias de enfeites de Natal. São como boas oportunidades. No final de cada episódio, os participantes que começaram super-apreensivos também estão empolgados com a organização de suas casas.

2. A desorganização pode afetar seus relacionamentos mais do que você pensa

Deixar a desorganização tomar conta de sua casa pode ter consequências em seus relacionamentos, mesmo que você não consiga notar isso em um primeiro momento. 

A família do primeiro episódio é um ótimo exemplo. Kevin, o marido, admitiu que sua família sempre recebia “o pior lado dele”, porque ele sempre estava estressado com a bagunça em casa. Perceber essa situação foi claramente dolorosa também para a sua esposa. Mãe de 2 pequenos e com um trabalho de meio período, Rachel se sente exausta e frustrada por não conseguir manter tudo em ordem. As dicas de Kondo funcionaram para dar uma “luz” ao casal e de como cuidar da casa pode ser uma tarefa de todos, inclusive das crianças, e o quão importante é reconhecer nossos limites e saber pedir ajuda.

Já Frank e Matt, do 5º episódio, acreditavam que todo o lixo acumulado em casa os impedia de amadurecerem individualmente e como um casal que deixaria seus respectivos pares orgulhosos. Por outro lado, Wendy e Ron Akiyama, reconectaram-se e fortaleceram o seu relacionamento quando passaram a trabalhar juntos para organizar seus espaços.

3. Avalie (realmente) aquilo que não te traz alegria

Isso é muito sério. Feche os olhos e pense em algo. Aquilo te traz alegria? Se a resposta for não, agradeça e deixe ir.

Quando se trata de classificar os seus pertences, você pode avaliar o quanto cada item é prático, útil ou te traz algum valor sentimental. E um dos momentos mais importantes do método de arrumação KonMari é se perguntar o quanto cada objeto te faz bem. 

Em vez de você se preocupar se você ainda cabe naquela calça jeans ou se aqueles papéis podem ser úteis um dia, basta perguntar: isso me traz alegria? Se a resposta for negativo, retire tudo da sua vida.

E aqui, um adendo para quem tiver coragem de ir além dos objetos: será que vale a pena refletir sobre o quanto o método da Kondo pode ser útil em nossas relações?

Ok, ok, pessoas não são objetos e feliz ou infelizmente não dá para desistir da humanidade. É óbvio que as relações são bem mais complexas do que organizar a nossa cozinha, mas cabe se questionar se realmente precisamos gastar energia com algumas pessoas que não nos acrescentam nada.

Será que vale a pena dar continuidade naquele papinho só para atender a expectativa do outro? Ou ainda, será que estamos dispostos a deixar de ser quem somos só para agradar a terceiros? E aquelas relações, amorosas ou não, que só existem por comodidade? Valem a pena?

4. Agradeça, até mesmo por sua bagunça

O processo de limpeza envolve conseguir eliminar muitas coisas de que você não precisa, e a Kondo também tem um processo para isso: agradeça a cada item antes de colocá-lo na pilha do “não quero mais”.

A ideia pode parecer um pouco estranha, mas o “conceito” do processo de Kondo é mais do que organizar a sua casa, e sim refletir sobre tudo o que você tem. “A gratidão é muito importante”, afirma ela.

Embora possuir muita coisa possa se tornar estressante, Kondo nos lembra que precisamos apreciar tudo aquilo que conquistamos e compreender os nosso privilégios - desde ter uma casa, até mesmo possuir 5 calças jeans.

5. Tá tudo bem em reconhecer o lado sentimental das coisas

Alguns gurus da organização podem dizer que lixo é lixo e não vale a pena guardar itens apenas por motivos sentimentais. Mas Kondo não faz nenhum julgamento sobre aquilo que cada um decide manter.

Na verdade, ela dedica um bom tempo só para arrumar itens sentimentais. Kondo mostra que é possível acumular essas coisas, desde que cada uma dela te traga alegria, é claro.

6. A quantidade de roupas que a gente possui é simplesmente absurda 

O primeiro passo no método KonMari é pegar todas as roupas que você possui e fazer uma grande pilha para classificá-las. “Só criando uma grande pilha é que você consegue ver quanta roupa você realmente tem. Você também ficará chocado com essa quantidade ”, explica.

Da imponente montanha de roupas de Wendy à coleção de 150 tênis de Mario, a série destaca a incrível quantidade de roupas que a maioria dos americanos consegue acumular. E não é tão difícil de imaginar o quanto nós, brasileiros, também o fazemos.

Se nada no método Kondo lhe chamar atenção, no mínimo a japonesa deve fazer você pensar duas vezes sobre suas compras e talvez você passe a considerar gastar mais em marcas de moda sustentáveis.

7. Nem todas as lições precisam ser “grandes” para mudar a vida de alguém

Se você assistir à toda a temporada de Tidying Up, será fácil notar quanto o processo de organizar uma casa tem um impacto transformador na vida dos participantes. Relacionamentos são fortalecidos, velhas feridas são curadas e casas se tornam realmente casas, e não um acumulo de objetos.

Nem todo mundo vai ter as mesmas reflexões. Na verdade, você pode terminar a série e ter uma gaveta de meias dignas do Pinterest - e tudo bem.

Às vezes, a alegria vem de simplesmente ter mais consciência e tentar algo diferente. E o mais importante: a ideia (ilusão) de que, ao menos a nossa casa, a gente consegue manter sob controle.