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09/07/2019 11:40 -03

Ministério da Agricultura proíbe venda de 6 marcas de azeites 'impróprias ao consumo'

MAPA exigiu o recolhimento das marcas no início desta semana após fiscalização constatar que produtos são fraudados.

dulezidar via Getty Images
“Atualmente, o azeite de oliva é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, perdendo apenas para o pescado”.

O Ministério da Agricultura proibiu a venda de seis marcas de azeite de oliva nos supermercados e atacados de todo o País. As marcas Oliveiras do Conde, Quinta Lusitana, Quinta D’Oro, Évora, Costanera e Olivais do Porto tiveram de ser recolhidas no início desta semana após fiscalização do órgão. 

Em nota, o Ministério informou que estes produtos foram fraudados e são “impróprios ao consumo”. A fiscalização encontrou produtos fraudados no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Paraná, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Alagoas e Minas Gerais.

Foram analisadas 19 amostras do Oliveiras do Conde, 8 amostras do Quinta Lusitana e 2 da marca Évora. Também foram encontrados rótulos da marca Costanera e Olivais do Porto em uma fábrica clandestina em Guarulhos (SP).

A operação, realizada em 12 de maio deste ano, descobriu uma fábrica clandestina de azeites falsificados, com mistura de óleos, sem a presença de azeite de oliva.

“Atualmente, o azeite de oliva é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, perdendo apenas para o pescado”, informou o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério, Glauco Bertoldo.

Com isso, o órgão determinou que as redes varejistas e atacadistas, onde foram encontrados os produtos fraudados, informem os estoques existentes e que o material tenha sido recolhido até ontem, segunda-feira (8), sob pena de autuação em caso de omissão de informações. 

A partir desta terça-feira (9), os comerciantes que forem flagrados vendendo os produtos, mesmo após advertência, serão denunciados ao Ministério Público Federal, na Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, e encaminhados à Polícia Judiciária para eventual responsabilização criminal. Ainda receberão multa de R$ 5 mil por ocorrência com acréscimo de 400% sobre o valor comercial dos azeites.

Os responsáveis pelas marcas são Rhaiza do Brasil Ltda, Mundial Distribuidora e Comercial Quinta da Serra Ltda. O HuffPost Brasil não conseguiu entrar em contato com as empresas. 

Como saber se o azeite é falsificado?

Por ser um dos produtos alimentícios mais falsificados do mundo, o consumidor precisa ficar atento ao preço do produto. Desconfie de azeites muito baratos. Segundo Glauco Bertoldo, azeites que custam entre R$ 7 e R$ 10 geralmente eles são adulterados. Os verdadeiros azeites de oliva custam a partir de R$ 17. 

Em 2017, uma outra operação do MAPA detectou fraude que consistia na mistura de óleo de soja com óleo de oliva lampante importado, que é impróprio para o consumo e usado em lamparinas.