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27/05/2019 20:11 -03

Manaus registra 42 mortes em 4 presídios nesta segunda-feira

Contabilizados os últimos dois dias, número sobe para 57. Governo do Amazonas pede ajuda ao Ministério da Justiça para controlar onda de violência.

ASSOCIATED PRESS
Familiares pressionam policiais em busca de informações sobre detentos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus.

Quarenta e dois detentos foram encontrados mortos durante inspeções realizadas em quatro presídios de Manaus, levando a 57 o número de presos mortos nos presídios do Estado nos últimos dias, informou nesta segunda-feira (27) a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Amazonas.

Segundo a secretaria, todos os mortos encontrados durante as inspeções feitas nesta segunda no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1), no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) tinham indícios de morte por asfixia.

“A Seap já iniciou investigações para identificar os responsáveis pela ocorrência de domingo. As mesmas medidas serão tomadas em relação às mortes registradas nesta segunda-feira. Os resultados destas apurações serão encaminhados à Justiça. A secretaria também vai adotar medidas disciplinares nos presídios, a exemplo do que já fez no Compaj”, afirmou a secretaria em nota.

No fim de semana, 15 detentos morreram durante uma briga no Compaj, na capital amazonense. A onda de violência nos presídios do Estado levou o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), a pedir ajuda federal ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que prometeu enviar reforço às unidades federais do Estado.

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Forças de segurança chegam ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim após início de rebelião.

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que ainda aguarda a formalização do pedido de ajuda pelo governo do Amazonas, mas já está tomando providências para o envio de uma Força-tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) para atuar no Complexo Penitenciário Anísio Jobim.

O ministério disse ainda que a Força Nacional de Segurança Pública, que desde janeiro de 2017 é responsável pela segurança da área externa do Compaj, segue atuando na área.