LGBT
23/05/2019 12:11 -03 | Atualizado 23/05/2019 12:15 -03

Lulu Santos anuncia novo álbum totalmente dedicado ao marido como 'ato político'

Batizado de 'Para Sempre', o disco tem previsão de lançamento para esta sexta-feira (24) e retrata a nova fase de vida e carreira do cantor.

Reprodução/Instagram
Em abril deste ano, Lulu Santos e Clebson Teixeira decidiram oficializar sua união também perante a lei.
Ter exposto minha orientação afetiva/sexual nos dias de hoje talvez tenha sido o ato mais político de minha vida e também obra.

A declaração acima é do cantor Lulu Santos que, aos 66 anos, anunciou nesta quinta-feira (23) pelas redes sociais que seu novo álbum será inteiramente dedicado a seu marido, o baiano Clebson Teixeira, de 27 anos. 

Batizado de Para Sempre, o disco tem previsão de lançamento para esta sexta-feira (24) e retrata a nova fase ― de vida e carreira ― que Lulu está vivendo desde julho de 2018, quando tornou público seu relacionamento.

Ele pontua que o disco é como um ”álbum de casamento que narra o passo a passo desta relação, as estações da paixão”. 

“Provavelmente, são as melhores e mais emocionantes canções que fiz nos últimos anos, porque motivo e assunto mão me faltaram”, disse o cantor, ao publicar uma foto em seu Instagram ao lado do marido.

Toda forma de amor

Em abril deste ano, Lulu Santos e Clebson Teixeira decidiram se unir também perante a lei. O cantor e compositor de 65 anos contou em sua conta no Instagram, que eles assinaram um termo de união estável no Rio de Janeiro.

No post, Lulu conta que pediu para que a união fosse oficializada apenas no dia 6 de maio, dois dias após seu aniversário, quando completa 66 anos.

“Achei justo que eu renascesse logo em seguida”, disse Lulu, num post emocionante. O cantor anunciou seu relacionamento com Teixeira, que trabalha com tecnologia e como modelo, em julho de 2018, também no Instagram.

Ainda não há uma lei que garanta o casamento para pessoas LGBT no Brasil.

Mas o direito à união estável entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011 e reconhecido pelo CNJ, em 2013. Assim, cartórios são obrigados a realizar além do reconhecimento da união estável, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.