ENTRETENIMENTO
24/04/2020 09:29 -03 | Atualizado 24/04/2020 09:39 -03

Ludmilla deixa o funk de lado e aposta em suas raízes para lançar disco de pagode

Em entrevista ao HuffPost, cantora falou sobre novo trabalho, grupos de pagode que marcaram sua infância e a vida de casada.

Ludmilla não se dá por vencida. Autora de uma das primeiras (e mais acidentadas/divertidas) lives de artistas brasileiros desde o início do isolamento social por causa do coronavírus, a cantora acaba de lançar um EP de pagode e faz nesta sexta-feira (24), data de seu aniversário de 25 anos, uma nova live.

Dessa vez a produção será mais caprichada. Isso porque o evento, além de acontecer em seu canal no YouTube, às 18h, também será transmitido em três estações de rádio [Transcontinental FM (SP), O Dia FM (Rio) e Piatã FM (Bahia)] no mesmo horário, e pelo canal Multishow, às 20h.

Gravado no fim do ano passado a pedido dos fãs nas redes sociais, o EP batizado de Numanice conta com participação de nomes de peso do pagode, como Sorriso Maroto, Belo, Dilsinho, Mumuzinho, Thiaguinho, e combina quatro músicas autorais e duas regravações. 

Escute Numanice aqui:


Em entrevista por e-mail ao HuffPost, Ludmilla falou sobre os bastidores do novo disco, sua relação com o funk e o pagode, além da nova fase de vida vida após o casamento com a dançarina Brunna Gonçalves. 

HuffPost: Como foi a escolha do repertório? O que você queria transmitir com esse novo trabalho?

Ludmilla: A gente quis fazer um mix, com quatro músicas inéditas e duas regravações de sucessos. É um EP que tem um pouco de mim, um pouco do que cresci ouvindo de samba/pagode, algo mais leve, romântico. Quero transmitir amor e esperança com esse novo projeto. Estamos enfrentando um momento muito sensível no mundo, trago esse trabalho com amor, com leveza e carinho, além de arrecadar dinheiro para as famílias afetadas pela pandemia.

Quais foram as inspirações para os pagodes inéditos do EP? Quais grupos de pagode fizeram parte da sua vida?

Nas minhas vivências, em histórias que escutei de pessoas, no que eu ouço e cresci escutando desde criança. Foi uma busca muito íntima minha, dentro da minha essência, dentro das minhas raízes mais profundas. Quando falo de pagode, vem sempre um mar de lembranças na minha cabeça, passando pelas rodas com minha família e amigos, por shows que estive. Esse EP revive esses momentos, com carinho, doçura e amor. Sobre grupos de pagode que fizeram parte da minha vida, com certeza: Fundo de Quintal, Raça Negra, Exaltasamba e Só para Contrariar.

Qual a maior diferença entre compor um funk e compor um pagode?

A diferença é o batuque, o andamento da música. A composição em si não, ela vem em qualquer momento, a partir dos meus pensamentos, sentimentos e independe do gênero. Música é música.

Qual a sensação de lançar um disco de pagode, que é tão popular e comunitário, em um momento de isolamento social?

Quero trazer amor e esperança com o pagode. A leveza das músicas, as mensagens, quero isso. Inspirar pessoas, com carinho.

O que tem sido mais divertido até agora na vida de casada?

A cumplicidade diária, os momentos de alegria compartilhados e a história que estamos construindo lado a lado.

A Brunna te inspira no trabalho? De que forma?

Ela me ajuda muito, é uma mulher muito incrível. Me inspiro no amor que sinto por ela, nos momentos que vivemos e na pessoa que ela é e no que ela me faz ser.