ENTRETENIMENTO
31/03/2019 17:22 -03 | Atualizado 04/04/2019 11:50 -03

Lollapalooza 2019: Por dentro da arte das mulheres que vão brilhar no festival

Do rock ao R&B, da sofrência pop ao house, a lista de shows comandados por mulheres no Lolla 2019 é diversa e imperdível.

HuffPost Brasil
St. Vincent, Duda Beat, Groove Delight, Liniker e Letrux estão entre as mulheres que sobem ao palco do Lolla 2019.

Falta pouco para o Lollapalooza 2019. Entre os próximos dias 5 e 7 de abril, o Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, vai ferver ao som de artistas e bandas em evidência no Brasil e no mundo. Na lista das principais atrações do festival estão nomes como Kendrick Lamar, Arctic Monkeys e Sam Smith. Mas o evento promete ser bom não apenas pelos headliners.

Se você está com seu ingresso para um ou mais dias de música e diversão ao ar livre, saiba que o time de mulheres nesta edição é diverso e poderoso. A seguir, apresentamos um panorama dos trabalhos das figuras solo e vocalistas de bandas - nacionais e internacionais - que estão no line-up.

Além de detalhes da carreira de cada uma delas, indicamos também três músicas de aquecimento para você ouvir ao longo da semana e chegar ao festival 100% inteirado. Ao final dessa lista você verá que - da sofrência de sotaque pernambucano ao rock de Goiás, passando pelo pop cosmopolita e R&B minimalista - há muita música boa feita por mulheres no Lolla 2019.

Bom festival.

Jorja Smith

Reprodução/Instagram/Jorja Smith

Com apenas 21 anos, Jorja Smith é hoje uma das das vozes mais empolgantes da Grã-Bretanha. Filha de pai jamaicano e mãe inglesa, ela começou a tocar teclado aos 8 anos e estudou canto clássico no período do Ensino Médio. Cantora e compositora, Jorja lançou EPs e colaborou com artistas como Drake, Kali Uchis e Stormzy antes do disco de estreia, Lost & Found, lançado em 2018 – mesmo ano em que faturou o prêmio Escolha da Crítica nos Brit Awards. Com vocal que remete às eternas divas do soul e do jazz, a artista encanta com baladas românticas e R&B minimalista, cujas letras tratam de dramas amorosos e autodescoberta. Diversas canções de Lost & Found foram compostas quando ela tinha entre 16 e 19 anos. Jorja Smith se apresenta no Lolla no sábado (6).

Ouça para aquecer: On My Mind, Teenage Fantasy e Where Didi Go?

 

St. Vicent

Reprodução/Instagram/St. Vicent

Em 2017, Annie Clark nome dos por trás da persona St. Vicent, lançou seu sexto álbum de inéditas e quinto da careira solo, Masseduction, que conquistou o topo das listas de melhores discos daquele ano do jornal The New York Times e do The Guardian. Experimental, mas acessível, o disco transita pelo rock, pop e eletrônico. As letras da cantora, compositora e multi-instrumentista estadunidense são confessionais e abordam temas como sexo, drogas e depressão. Trazendo à tona referências do glam rock setentista, sob uma estética de dominatrix (presente na arte do disco), St. Vicent promete entregar espetáculo arrebatador ao público que comparecer ao festival na sexta-feira (5).

Ouça para aquecer: Pills, Masseducation e Los Angeless

 

 

Duda Beat

Reprodução/Instagram/Duda Beat

Natural do Recife e radicada no Rio de Janeiro, Duda Beat estreou na cena ano passado, com Sinto Muito – álbum malemolente que funde gêneros musicais como tecnobrega, pop, axé e dub. Suas letras são confissões recheadas de acidez e ironia que refletem os dramas e dilemas dos relacionamentos contemporâneos. Prepare-se para curtir uma sofrência carregada de sintetizadores e beats pulsantes. A cantora e compositora faz show no sábado (6).

Ouça para aquecer: Béd Beat, Bixinho e Bolo de Rolo

 

 

Liniker e os Caramelows

Reprodução/Instagram/Liniker

Depois de deixar o palco do Lolla antes do esperado, por conta de um problema técnico, em 2018, Liniker volta ao festival neste ano com novidade. Na companhia de sua banda, Os Caramelows (Rafael Barone, Pericles Zuanon, William Zaharanszki, Renata Éssis, Marja Lenski, Fernando TRZ e Éder Araújo) a cantora e compositora de Araraquara, interior de São Paulo, apresentará o repertório de seu novíssimo álbum, Goela Abaixo. Com letras autobiográficas que falam de amor e afeto, o novo trabalho da artista chegou três anos após o álbum de estreia, Remonta, cuja turnê percorreu 75 cidades brasileiras e 20 países - consolidando seu nome na lista de expoentes da nova música brasileira. Liniker e os Caramelows se apresentam no sábado (6).

Ouça para aquecer: Calmô, Beau e Bem Bom 

 

Jain

Reprodução/Instagram/Jain

Jain é o pseudônimo de Jeanne Galice, artista de visual sessentista nascida em Paris, mas criada entre os Emirados Árabes e o Congo. A profissão do pai, um empresário da indústria farmacêutica que foi transferido ao longo dos anos para diversos países, é umas das principais respostas para o som cosmopolita da cantora e compositora de 27 anos. Eletropop, soul, reggae e folk se combinam no disco de estreia dela, Zanaka, pelo qual recebeu uma indicação ao Grammy de Melhor Vídeo Musical. Em 2018, ela lançou Souldier, disco ensolarado que traz novas camadas de influências musicais a partir de outras viagens da artista pelo mundo - do hip-hop à música árabe. O show de Jain será no sábado (6).

Ouça para aquecer: Come, Alright e Makeba

 

 

Iza

Reprodução/Instagram/Iza

Esta é a segunda participação de Iza no Lollapalooza. No ano passado, a cantora carioca dividiu os vocais com Rincón Sapiência no palco, e agora chega com show completo e como nome consolidado no panteão de divas do pop nacional. Dona de timbre e afinação ímpares, ela surgiu como fenômeno da internet, conquistando posteriormente uma geração de fãs apaixonados por seus hits dançantes, cujas letras combinam mensagens de empoderamento e exaltação à negritude. Iza se apresenta no domingo (7).

Ouça para aquecer: Pesadão, Ginga e Dona de Mim

 

Carne Doce

Reprodução/Instagram/Carne Doce

Salma Jô é a vocalista à frente do Carne Doce, banda goiana idealizada por ela e pelo namorado Macloys Aquino. Na companhia de Anderson Maia (baixo) e João Victor Santana (guitarra e teclados), o casal lançou três discos cuja sonoridade é descrita como “indie rock levemente psicodélico”. Tônus, trabalho mais recente do grupo, traz letras poéticas e recheadas de lascividade. No palco, Salma costuma entregar performances vigorosas, um combinado atraente de melancolia, explosão e sensualidade. Carne Doce se apresenta no sábado (6).

Ouça para aquecer: Artmísia, Falo e Comida Amarga

 

 

Letrux

Reprodução/Instagram/Letrux

Letícia Novaes é o nome de batismo de Letrux, persona cheia de ironia, deboche e uma aura tragicômica que virou sensação na cena indie-pop brasileira desde o lançamento de Letrux em Noite de Climão, em 2017. O primeiro disco solo da carioca - que acumula as credenciais de cantora, compositora, atriz e escritora - apareceu no topo das listas de melhores discos daquele ano e conquistou prêmios importantes, incluindo revista Bravo!, Women Music Event e Prêmio Multishow. No palco, ela oferece uma performance divertidamente singular, com suas letras sobre amores, dramas e confusões sentimentais. Letrux sobe ao palco no domingo (7). 

Ouça para aquecer: Vai Render, Ninguém Perguntou Por Você e Que Estrago

 

 

Luiza Lian

Reprodução/Instagram/Luiza Lian

Cantora, compositora e artista plástica, Luiza Lian é dona de Azul Moderno, disco vencedor do prestigiado prêmio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de 2018. O terceiro trabalho da artista, que nasceu em São Paulo e cresceu na Bahia, tem forte carga psicodélica. Nas letras embaladas por elementos eletrônicos, o ouvinte se depara com a elaboração de temas como o tempo, o espaço e o feminino. Ao caldeirão experimental no som e performático no palco, acrescenta-se ainda referências a religiões de matriz africana. Luiza Lian faz show no domingo (7).

Ouça para aquecer: Azul Moderno, Pomba Gira do Luar e Oyá

 

 

Groove Delight

Reprodução/Instagram/Groove Delight

Diversão é a palavra de ordem do Groove Delight, projeto da DJ e produtora paulista Ké Fernandes. Em seu som, ela mescla gêneros musicais distintos, como rock, techno e new wave. Lançando mão também, como era de suspeitar, de muito groove e pitadas de psicodelia, a DJ vem oferecendo catarses púbicas desde 2009 e é considerada hoje umas da mulheres mais relevantes da cena eletrônica nacional. A performance do Groove Delight será no domingo (7).

Ouça para aquecer: Veneno, Sax Appeal e Peter Pan

 

 

Brvnks

Reprodução/Instagram/Brvnks

Brvnks é uma das figuras em ascensão na cena independente brasileira. Trata-se do projeto de Bruna Guimarães, cantora, compositora e guitarrista natural de Goiânia, que tem angariado fãs desde de 2016, ano de lançamento de seu primeiro EP, Lanches. A artista tem bandas clássicas dos anos 90 como referências, assim como grupos em atividade, incluindo Alvvays, Wavves e Best Coast. Com sua guitarra cheia de efeitos, a jovem de 23 anos canta sobre desilusões e conflitos pessoais, numa roupagem que transita pelo indie rock e dream pop. Seu disco de estreia, batizado de Morri de Raiva, será lançado internacionalmente em maio deste ano, pela Sony Music. O show de Brvnks no Lolla será na sexta (5).

Ouça para aquecer: Tristinha, Yas QueenF. I. J. A. N. F. W. I. W. Y. T. B.