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14/10/2019 17:40 -03

Para líder do governo, 'PSL teria acabado' se não tivesse Bolsonaro

Grupo pró-Bolsonaro pede a prestação de contas do partido; e em resposta, aliados de Luciano Bivar querem auditoria da CPAC.

Adriano Machado / Reuters

Em mais um capítulo da guerra debelada no PSL, aliados do presidente Jair Bolsonaro e seus advogados pediram a prestação de contas do partido. Em reação, deputados que ficaram do lado do comandante da legenda, Luciano Bivar, querem uma auditoria nas despesas da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), evento de direita que aconteceu entre sexta (11) e sábado (12) em São Paulo e contou com financiamento da Fundação Indigo, ligada à sigla. 

De acordo com organizadores que o HuffPost procurou, foram gastos cerca de R$ 850 mil nos dois dias de convenção. Em seu Twitter, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que importou o evento dos Estados Unidos, criticou a intenção do grupo pesselista. 

Mais cedo, o presidente se reuniu com seus advogados Admar Gonzaga e Karina Kufa e, em seguida, com deputados que estão ao seu lado.  

Para o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (GO), o PSL poderia ter acabado se Jair Bolsonaro não tivesse ido para o partido em 2018. “O PSL é um partido que teria muito provavelmente acabado se não tivesse dado a legenda para o presidente por causa da cláusula de desempenho imposta pela lei.”

Outras siglas pequenas sinalizam a Bolsonaro, tentando surfar na popularidade do mandatário, como o Podemos, sua antiga casa. Contudo, no momento, interlocutores dizem que o mais provável é o presidente permanecer no PSL, ao menos até a prestação de contas ficar pronta.