ENTRETENIMENTO
19/07/2019 15:08 -03 | Atualizado 19/07/2019 16:30 -03

'La Casa de Papel 3': Entrevistamos o Professor, Nairobi e Helsinki

Nova fase da produção espanhola está no ar na Netflix a partir desta sexta-feira (19).

Bogotá, Colômbia* — A terceira temporada (ou terceira parte, como a Netflix prefere dizer) da série espanhola La Casa de Papel chega diferente à plataforma de streaming nesta sexta-feira (19).

Agora financiada diretamente pela Netflix, a produção pôde desfrutar dos louros do sucesso estrondoso pela América Latina e em alguns outros países, como a Turquia, por exemplo. 

Com muito mais dinheiro para gastar, os produtores não se acanharam. A trama faz questão de mostrar lindas locações ao redor do planeta, passando por países como Tailândia, Itália e Panamá.

O conceito de “maior e melhor” é levado ao pé da letra. Pelo menos no que conseguimos ver até aqui, já que o HuffPost teve a chance de ver os três primeiros episódios desta nova temporada.

E o que podemos dizer é: espere mais ação e menos novela, um conteúdo político mais forte e um assalto ainda mais mirabolante.

“A política é um dos fatores que trazem tensão à trama. Ela é colocada por conta de todo um contexto. Depois do golpe à Casa da Moeda, os assaltantes ganharam fãs... Eles se transformaram em figuras políticas contra o sistema”, explica Alba Flores, a Nairobi, em entrevista ao HuffPost.

Na trama, Rio (Miguel Herrán) foi capturado e Tokio (Úrsula Corberó) vai buscar a ajuda do Professor, que vive na Tailândia junto com a ex-inspetora Raquel Murillo (Itziar Ituño), agora com o codinome Lisboa.

Ele reúne todos os outros membros (ainda vivos) do golpe à Casa da Moeda para resgatar seu companheiro. Porém, para isso, o professor coloca em prática um plano de um antigo comparsa de Berlim (Pedro Alonso), Palermo (Rodrigo de la Serna), para roubar o ouro do Banco da Espanha, criando distração suficiente para poder salvar Rio.

Além de Palermo, a gangue ganha mais integrantes, como Bogotá (Hovik Keuchkerian) e Marselha (Luka Peros), mas, pelo menos até o momento, quem mais se destaca é Nairobi. O matriarcado está mais forte do que nunca já que ela não tem mais a sombra de Berlim.

Ou isso é apenas uma ilusão?

Sim, Berlim está de volta. Mas não no presente. Outra característica interessante desta terceira parte da história é que ela é contada em um fluxo não-linear, intercalando diferentes momentos no tempo, identificados a partir do “grande dia”, o do assalto ao Banco da Espanha. 

Mas até que ponto esse novo alvo vai atingir o grupo e, principalmente o Professor? Além do dilema moral de roubar o ouro da Espanha (que na verdade é da América Latina, como bem pontuou Alba Flores na entrevista), ele teve pouco tempo para colocar em prática o plano de Palermo, um ladrão argentino que tem tudo para substituir seu ex-companheiro Berlim como uma das grandes atrações da temporada.

Palermo traz também um novo elemento. Estaria ele atraído por Helsinki (Darko Peric)? O sérvio, que é declaradamente gay, foi um dos únicos integrantes do bando — junto com — a não encontrar o amor de sua vida no golpe à Casa da Moeda.

“De certa maneira, ele [Helsinki] era apaixonado pelo Arturito (Enrique Arce). Mas você terá algumas surpresas nesta temporada. Você vai ver”, adiantou Darko.

E aí, curioso como nós pela aguardada nova temporada de La Casa de Papel?

Assista acima ao vídeo com nossa entrevista exclusiva com Alba Flores (Noirobi), Alvaro Morte (Professor), Darko Peric (Helsinki) e Hovik Keuchkerian (Bogotá).

*O jornalista viajou a Bogotá a convite da Netflix.