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26/01/2019 11:57 -02 | Atualizado 26/01/2019 18:14 -02

Bolsonaro e Zema sobrevoam área atingida por rompimento de barragem em Brumadinho

Presidente da Vale também participou do sobrevoo.

Presidência da República/Divulgação
O presidente Jair Bolsonaro e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sobrevoam área atingida por rompimento de barragem.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobrevoou, na manhã deste sábado (26), a área atingida pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale, em Brumadinho (MG). Ao menos 34 pessoas morreram e há 299 desaparecidos, de acordo com o levantamento mais recente do Corpo de Bombeiros.

Após o sobrevoo, o presidente retornou a Belo Horizonte, onde se reuniu com autoridades para definir um plano de ação. Ele não deu entrevista após a reunião, mas usou o Twitter para falar em prevenção de tragédias como a de Brumadinho:

O sobrevoo durou cerca de 40 minutos, e Bolsonaro estava acompanhado do presidente da Vale, Fabio Schvartsman, e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Zema disse aos jornalistas que o governo federal ofereceu apoio de tecnologia para ajudar a localizar corpos que podem estar soterrados. Seriam equipamentos de busca e de imagem, vindos de Israel, capazes de identificar corpos localizados a mais de 3 metros de profundidade.

Pelo Twitter, Bolsonaro falou sobre contato do premiê israelense para oferecer esse suporte:

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros de Minas, Coronel Estevão, Bolsonaro também ofereceu tropas da Força Nacional e das Forças Armadas para ajudar no resgate. A partir de segunda-feira (28), cães farejadores chegarão à região para contribuir com as buscas.

Até as 11h deste sábado, 189 pessoas haviam sido resgatadas com vida.

A conta oficial do Palácio do Planalto no Twitter postou um vídeo por volta das 10h deste sábado que mostra Bolsonaro desembarcando no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte.

O presidente viajou a Minas com os ministros da Defesa, da Secretaria de Governo e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), os generais Fernando Azevedo e Silva, Carlos Alberto dos Santos Cruz e Augusto Heleno, respectivamente. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já estava no estado.

Decreto

Bolsonaro assinou na sexta-feira um decreto que cria um conselho e um comitê para monitorar as consequências do rompimento da barragem em Brumadinho. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

O conselho será composto por 10 ministros e será chefiado por Onyx Lorenzoni (Casa Civil). O órgão terá como objetivo “acompanhar e fiscalizar as atividades a serem executadas em decorrência da ruptura da barragem do Córrego Feijão”.