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24/02/2019 11:30 -03

Itamaraty condena 'caráter criminoso' de governo Maduro após violência do 'Dia D'

3 pessoas morreram, centenas ficaram feridas e 2 caminhões com ajuda humanitária foram queimados no sábado (23).

Bloomberg via Getty Images
Presidente Jair Bolsonaro e chanceler Ernesto Araújo atacam governo "ilegítimo" de Maduro.

Após um sábado bastante tenso nas fronteiras da Venezuela com a Colômbia e o Brasil, o Itamaraty repudiou o governo “ilegítimo” de Nicolás Maduro. Em uma série de tweets publicados por volta de 1h da manhã deste domingo (24), o Ministério das Relações Exteriores sublinhou os 3 mortos e dezenas de feridos dos confrontos entre militares e manifestantes no “Dia D” da mais aguda crise na Venezuela.

Segundo autoridades colombianas, 285 pessoas ficaram feridas só na área fronteiriça dos 2 países. Dois caminhões de ajuda humanitária vindos da Colômbia foram queimados, aos gritos de desespero de venezuelanos. Caminhonetes com mantimentos e alimentos vindos do Brasil cruzaram a fronteira, mas tiveram que recuar para Roraima, devido à tensão.

“O uso da força contra o povo venezuelano, que anseia por receber a ajuda humanitária internacional, caracteriza, de forma definitiva, o caráter criminoso do regime Maduro”, acusou o Itamaraty. “Trata-se de um brutal atentado aos direitos humanos, que nenhum princípio do direito internacional remotamente justifica e diante do qual nenhuma nação pode calar-se.”

A população das fronteiras e deputados da oposição da Venezuela acusam forças de segurança bolivarianas, sob comando de Maduro, de terem ateado fogo nos caminhões e dificultado a entrada da ajuda humanitária de Brasil e Colômbia.

O Itamaraty apela à comunidade internacional para reconhecerem o presidente autoproclamado, Juan Guaidó:

Guaidó, por sua vez, afirma que “todas as opções” devem ser consideradas pela comunidade internacional para a libertação da Venezuela do governo “usurpador” de Maduro.

Ele diz que vai se reunir na segunda-feira (25) com aliados internacionais para planejar as próximas ações em seu país. “A pressão interna e externa é fundamental”, destaca.

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