COMPORTAMENTO
01/08/2019 19:02 -03

Esporte: um legado de pai para filho

Instituto Serginho 10 é comandado pelo filho mais velho do esportista.

Divulgação

Em 2004, o Brasil inteiro vibrou com a conquista do ouro olímpico pela seleção masculina de vôlei nos Jogos de Atenas. Mas, para um menino, aquela medalha significou ainda mais. Ao ver seu pai, o líbero Serginho, no lugar mais alto do pódio, Marlon entendeu pela primeira vez o motivo de toda a sua dedicação ao esporte. E foi este orgulho que levou o rapaz, hoje com 22 anos, a assumir o comando do mais novo sonho paterno, o Instituto Serginho 10.

Inaugurado oficialmente em maio de 2019, com apoio da BV, o projeto ganhou uma sede com quadra, arquibancada e equipamentos modernos para a prática do vôlei na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo. Se, para Serginho, o instituto “é a realização de um sonho e mais uma medalha olímpica”, para Marlon, é o início de uma trajetória que tem tudo para ser tão vitoriosa quanto a do pai.

O mais velho de três irmãos foi escolhido por Serginho para estar à frente de seu grande sonho, e não teve medo de encarar o desafio. Hoje ele ajuda a gerir um projeto social que, com apenas dois meses de vida, já atende mais de 300 pessoas.

“Quando o projeto começou, meu pai disse que queria alguém de confiança para cuidar dele. Então, eu abandonei a faculdade de Arquitetura e comecei o curso de Gestão Financeira para cuidar do Instituto. Virou minha carreira, meu primeiro emprego”, conta Marlon. “É uma grande responsabilidade, mas acredito que se você tem vontade de viver essa responsabilidade, isso se torna natural”, acrescenta.

Para Marlon, a ótima relação com o pai, seu melhor amigo e ídolo no esporte, ajuda a tornar o entrosamento ainda melhor. Trabalhando lado a lado, os dois têm a oportunidade de conviver diariamente, o que antes não era possível devido à rotina de treinamentos e viagens para competições.

“Faço aniversário em maio, justamente quando a Seleção Brasileira inicia a concentração para competições internacionais. Então durante todo o período que ele esteve na Seleção, nós não comemoramos meu aniversário juntos”, relembra Marlon.

Mas a saudade e a distância ficavam em segundo plano diante do exemplo passado pelo pai, cuja trajetória Marlon considera o maior motivo de orgulho de toda a família. Ele lembra que foram os próprios filhos que incentivaram o líbero a voltar à Seleção Brasileira e disputar o campeonato olímpico do Rio de Janeiro (2016), competição que ambos consideram como a mais emocionante para a família e para a carreira do atleta.

Hoje, tendo a chance de passar para outras crianças os ensinamentos que nortearam sua vida, como a disciplina e a constante necessidade de se aprimorar, Marlon vê que “tudo valeu a pena”.

Mostrando que garra e força de vontade correm no DNA, ele pretende “ampliar o Instituto de todas as maneiras possíveis, com profissionalismo, para atender o máximo de pessoas possível. Minha ideia é que ele consiga alcançar o Brasil inteiro”. Para isso, Marlon conta com o apoio da BV, que vê como a “peça fundamental por trás do instituto”.

Diante de tamanha força de vontade, Serginho não segura a corujice: “dei essa responsabilidade para um garoto de 22 anos e ele está tirando de letra. Fico muito tranquilo e orgulhoso de ver quem ele se tornou”.