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27/02/2019 19:38 -03 | Atualizado 27/02/2019 22:24 -03

Quem é Ilona Szabó, indicada por Moro que gerou revolta entre bolsonaristas

Cientista política foi tachada de “inimiga do governo” e “militante de extrema esquerda” por internautas.

Reprodução/Facebook

A nomeação de IlonaSzabó, pelo ministro Sérgio Moro, como suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), publicada nesta quarta-feira (27) no Diário Oficial, gerou revolta entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

No Twitter, o termo #IlonaNão se tornou um dos temas mais comentados do dia e Szabó foi tachada de “inimiga do governo”, “militante de extrema esquerda” e “infiltrada” pelos usuários. 

Ilona Szabó é cientista política e diretora-executiva do Instituto Igarapé, especializado em políticas públicas de combate à criminalidade.

A especialista defende a descriminalização e regulação do consumo de drogas e é contrária a medidas como a flexibilização da posse de armas no País.

Ela participou da campanha do desarmamento quando trabalhou na organização Viva Rio e defende que “armar cidadãos é isentar o Estado da responsabilidade”. 

 

 

Ilona foi uma das roteiristas do filme Quebrando o Tabu - sobre o debate do combate às drogas e que traz depoimentos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - e é uma das fundadoras do movimento Agora!, grupo que tem como objetivo renovar a política brasileira.

Em nota, a assessoria da especialista afirmou que ela vai participar do conselho de forma voluntária e deve cumprir o mandato de 2 anos.

“O Instituto Igarapé elogia o gesto louvável do Ministro Sérgio Moro ao pensar em vozes plurais para o Conselho, e, ao mesmo tempo, acredita que, ao aceitar o convite, Ilona Szabó atende a um mandato do próprio instituto: propor políticas públicas baseadas em evidências, promovendo o diálogo com diferentes setores da sociedade”, diz o comunicado.

A nota diz ainda que Ilona “levará sua experiência e conhecimento para debater diretrizes e contribuir com a elaboração da política criminal com foco na prevenção do delito, administração da Justiça Criminal e execução das penas e das medidas de segurança”.

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária tem como objetivo fazer avaliações do sistema criminal e penitenciário brasileiro. Além disso, o órgão será responsável pela execução de planos nacionais de desenvolvimento para o tema.

De acordo com portaria publicada, o CNPCP terá quatro membros titulares. São eles: Rodrigo Sánchez Rios, advogado criminal; Walter Nunes da Silva Junior, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil; e os juizes Paulo Eduardo de Almeida Sorci e Danilo Pereira Junior.

Os membros suplentes serão, além de Ilona, o procurador Gilmar Bortolotto; o economista Pery Francisco Assis Shikida; Wilson Salles Damázio e Aléssio Aldenucci Junior.