COMIDA
29/10/2019 17:47 -03 | Atualizado 29/10/2019 17:51 -03

iFood testa 1º robô para delivery e vai permitir pedidos por comando de voz na Alexa

No primeiro momento, robozinho fará entregas em ambiente controlado.

O iFood, a maior foodtech brasileira, anunciou uma série de inovações que deve ditar o futuro da entrega de comida no Brasil.

Uma das grandes novidades anunciadas no evento na sede da empresa, que aconteceu hoje (29) em Osasco, São Paulo, foi o lançamento do primeiro robô de entregas no País, que começará a operar em janeiro de 2020.

Ao HuffPost Brasil, o diretor de logística do iFood, Roberto Gandolfo, afirma que o novo robô começará a fazer entregas em um shopping em São Paulo ou em Campinas.

Ele é um plano piloto e servirá de teste para os próximos investimentos da marca. “O importante é amadurecer a ideia baseada na experiência do usuário”, conta Gandolfo. “A primeira fase é entender o comportamento do robô, as rotas dele, a eficiência do processo inteiro. É decisão de negócio para como a gente vai escalar.”

Segundo o diretor de logística, o robô passará por testes em um dos shoppings do grupo Iguatemi e, apesar de ter a capacidade de percorrer distâncias de até 1 km, ele vai andar por até 200 metros, na primeira etapa. A ideia é que ele ajude na entrega nos iFood Hubs, pontos para retirada de pedidos em shoppings.

Divulgação

O robozinho é autônomo e fará as rotas pré-estabelecidas sozinho, mas ele será assistido por uma equipe. “Ele tem uma série de sensores que faz ele parar se tiver algo na frente dele. Além disso, sua velocidade é super baixa”, assegura o diretor de logística da marca.

O maior desafio será testar o “robô entregador” nas ruas, uma vez que ele ainda não lê sinais de trânsito. “A gente está fazendo um mix de testes: rota de rua e rota controlada em ambientes como shoppings. Como a gente não sabe como vamos operar na rua, vai ser ambiente privado neste momento”.

Apesar de chamativo e inovador, o robô será mais um teste para um futuro não tão distante do que uma solução imediata. O iFood não tem meta de volume de pedidos e deixa claro que a ideia por trás é testar uma nova tecnologia e como escalá-la.

“Ainda é cedo para falar em target de entrega, mas é evidente que temos um cenário muito relevante para aplicar um robô. A primeira fase é entender o comportamento dele, suas rotas, a eficiência de todo o processo e, então, tomar uma decisão de negócio para como a gente vai escalar”, disse Roberto Gandolfo. “Nossa expectativa é que em 2 ou 3 anos essa tecnologia deve se consolidar, por isso é importante começar agora. Existe uma etapa de aprendizado para ter escala.”

E os drones?

Uma das maiores promessas do delivery, o drone, permanecerá na prateleira da área de inovações da foodtech, pelo menos por enquanto. Questionado sobre a o projeto de entrega por drone ― que já teve testes da plataforma em Campinas ―, o diretor de logística da marca desconversou. Roberto assegurou que existe uma intenção da marca sobre o projeto, mas a entrega por drones passa por órgãos regulatórios, que ainda avaliam o processo.

Segundo o site Techtudo, antes de começarem a operar comercialmente no Brasil, os drones precisam da regulamentação de órgãos federais. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) já apresentou um proposta para criar regras específicas para os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), mas o texto continua em discussão. 

iFood no assistente de voz

Outra novidade anunciada nesta terça-feira foi a parceria da foodtech com a Amazon para possibilitar pedidos de delivery por comando de voz. Com o lançamento da Alexa, assistente virtual da Amazon, marcada para este ano no Brasil, a tecnologia virá com o aplicativo iFood, o que tornará possível fazer pedidos com comando de voz.

A partir do comando de voz, a Alexa direcionará o usuário na escolha de restaurantes e opções de pratos entre os mais de 30 tipos de culinária disponíveis na plataforma do iFood hoje. Basta falar o comando “Alexa, falar com o iFood” ou “Alexa abrir o iFood” e os clientes podem obter informações sobre pedidos e também acompanhar o status, como tempo de preparação do restaurante, estimativa de entrega e chegada.

A ideia é que a tecnologia chegue também nos smartphones Android, do Google, e nos iPhones, da Apple.

A empresa anunciou, em abril deste ano, que investirá nos próximos meses mais de US$ 20 milhões para fortalecer sua área de Inteligência Artificial para desenvolver pesquisas nas áreas de deep learning, machine learning e eficiência logística.