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15/09/2020 12:45 -03 | Atualizado 15/09/2020 12:47 -03

Ideb: Qualidade do Ensino Médio avança, mas ainda está abaixo da meta

Ensino Fundamental tem melhora nos anos iniciais, mas ainda enfrenta dificuldades nos anos finais.

Pollyana Ventura via Getty Images
O Ideb foi criado em 2007 para monitorar o desempenho da educação no Brasil.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Ministério da Educação nesta terça-feira (15), indicou avanço do Ensino Médio brasileiro, mas também mostrou que nenhum estado bate a meta desde 2013. O indicador subiu de 3,8, registrado em 2017, para 4,2, e, 2019, mas está distante do objetivo de alcançar a nota 5.

Entre os estados, apenas Goiás atingiu a meta individual, fixada em 4,8. Cada estado tem um objetivo próprio, estipulado de acordo com suas dificuldades. O Espírito Santo também pontuou 4,8, mas a meta era 5,3. Ainda assim, lá, os alunos têm dificuldade em matemática para determinar a probabilidade da ocorrência de um evento simples. E, em português, têm dificuldade em reconhecer ironia e humor em crônicas e entrevistas.

Pará e Amapá tiveram piores resultados, com nota 3,4. A diferença entre estados varia em até 1,4 ponto entre piores e melhores. De acordo com o MEC, de modo geral, o avanço no indicador “aconteceu em função da melhora nas taxas de aprovação e nos resultados da avaliação desta etapa de ensino no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb)”. As notas vão de zero a 10. 

Ensino Fundamental

O País também registrou melhora no Ensino Fundamental. O crescimento nos anos inicias foi sutil, de 0.1 ponto, com nota 5,9 — seguindo tendência de crescimento e superando meta prevista de 5,7. Os dados mostram que 9 unidades da Federação alcançaram n ira acima de 6 nos anos iniciais. São Paulo teve a melhor nota, 6,7.

Distrito Federal, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais tiveram nota 6,5 . Em seguida, Ceará, com 6,4 pontos; Goiás, com 6,2 pontos; Espírito Santo, com 6,1 pontos; e Rio Grande do Sul, com 6 pontos. Já o Pará teve o resultado mais baixo, com 4,9 pontos, mas superou sua meta de 4,7 pontos.

Nos anos finais, o crescimento foi de 0,2 pontos, com nota 4,9. O índice, porém, ficou abaixo da meta de 5,2. São Paulo teve o melhor desempenho, com nota 5,5, mas não conseguiu atingir a meta individual de 5,9 pontos.

Sete estados conseguiram cumprir seus objetivos: Amazonas, Alagoas, Pernambuco, Piauí, Ceará, Paraná e Goiás. Os resultados mais baixos foram do Amapá, com 4 pontos, e do Pará, do Rio Grande do Norte, de Sergipe e da Bahia, com 4,1 pontos.

O Ideb foi criado em 2007 para monitorar o desempenho da educação no Brasil. Ele reúne, em um só indicador, os resultados de duas dimensões de qualidade da educação: o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações. O índice é calculado a partir dos dados sobre aprovação, obtidos no Censo Escolar, e dos resultados do Saeb.