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06/08/2020 11:53 -03 | Atualizado 06/08/2020 11:54 -03

75 anos do horror em Hiroshima: As imagens que nunca devem ser esquecidas

"Em 6 de agosto de 1945, uma única bomba atômica destruiu nossa cidade. Na época, havia rumores de que 'nada cresceria aqui por 75 anos'", disse o prefeito de Hiroshima.

ASSOCIATED PRESS
Saki Morioki, de 5 anos, reza em frente ao Domo da Bomba Atômica, um dos principais símbolos do horror causado pela 'Little boy'.

Há 75 anos, os moradores de Hiroshima iniciavam seu dia quando um forte clarão e um estrondo varreu a cidade e matou dezenas de milhares de pessoas instantaneamente. Era a primeira bomba atômica a ser usada numa guerra, e a segunda – e última – atingiria a também japonesa Nagasaki três dias depois, encerrando a Segunda Guerra Mundial.

Era 8h15 da manhã quando o avião de guerra americano B-29 Enola Gay lançou a bomba “Little Boy” sobre Hiroshima. Estima-se que 140 mil de seus 350 mil habitantes morreram – incinerados imediatamente ou mais tarde, dos graves ferimentos ou de doenças relacionadas à radiação. 

Ho New / reuters
Imagem da explosão causada pela bomba nuclear sobre Hiroshima, em 6 de agosto de 1945.

O horror e a destruição foram capturados em poucas imagens, que hoje circulam o mundo na tentativa de evitar que outra tragédia nuclear ocorra. Hoje, há 3.720 bombas atômicas estocadas em alguns poucos países, e a tensão é enorme em todo o mundo quando algumas dessas potências nucleares sobem o tom.

Reproduzimos algumas delas aqui, para que nunca esqueçamos do que a corrida nuclear é capaz.

Handout . / reuters
O domo destruído, que hoje abriga o Memorial da Paz de Hiroshima, pertencia ao prédio da Exposição Comercial da Prefeitura de Hiroshima. Foi a estrutura mais próxima ao epicentro da explosão a permanecer de pé.

Cerimônia em Hiroshima

Nesta quinta-feira, os sinos tocaram em Hiroshima para lembrar as vítimas. Neste ano, contudo, as cerimônias foram reduzidas devido à pandemia do novo coronavírus. Nos anos anteriores, o Parque da Paz, que fica no centro da cidade japonesa, recebia milhares de pessoas para rezar e cantar. Hoje, somente os sobreviventes e suas famílias puderam comparecer ao memorial.

“Em 6 de agosto de 1945, uma única bomba atômica destruiu nossa cidade. Na época, havia rumores de que ‘nada cresceria aqui por 75 anos’”, disse o prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui. “E ainda assim, Hiroshima se recuperou, tornando-se um símbolo de paz.”

O prefeito aproveitou o momento de pandemia para afirmar que, quando a  gripe de 1918 tirou dezenas de milhões de vidas, as nações que se enfrentavam na Primeira Guerra Mundial “eram incapazes de enfrentar a ameaça juntas”.

“Um surto posterior de nacionalismo levou à Segunda Guerra Mundial e aos bombardeios atômicos. Nunca devemos permitir que este passado doloroso se repita. A sociedade civil deve rejeitar o nacionalismo egocêntrico e unir-se contra todas as ameaças”, declarou, segundo a Reuters.

O primeiro-ministro, Shinzo Abe, compareceu à cerimônia, mas o número de visitantes estrangeiros, desta vez, foi reduzido. 

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Soldado japonês caminha numa Hiroshima devastada pela bomba, em setembro de 1945.
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Bomba atômica do mesmo tipo da que foi lançada sobre Hiroshima; A imagem é de arquivo do Laboratório de Los Alamos, no Novo México, onde foi produzida a "Little boy".
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Vítima mostra marcas deixadas pelas queimaduras provocadas pela explosão da bomba em Hiroshima.
US ARMY / reuters
A bomba batizada de "Fat Man" explode sobre Nagasaki em 9 de agosto de 1945, criando a assustadora imagem que chocou o mundo.
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Uma bomba do mesmo tipo da "Fat Man", lançada sobre Nagazaki, é vista em foto de arquivo.
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Pessoas caminham por Nagasaki 3 anos depois de a cidade ser destruída por uma bomba americana.
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Pessoas percorrem as ruas destruídas de Hiroshima, em 1945.
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As cenas de Hiroshima após a bomba impactaram o mundo.
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Devastação causada em Hiroshima pela bomba americana.
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Um triciclo e um capacete incinerados estão expostos no Museu da Paz em Hiroshima.
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O centro de Hiroshima devastado.
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Nagazaki ainda sob os escombros em março de 1948, menos de 3 anos após a explosão.