Este guia ensina como falar sobre depressão, indica os sintomas e aponta tratamentos

A publicação faz parte do 'Movimento Falar Inspira Vida' para o Setembro Amarelo. Entre as ações, há o projeto vagão do acolhimento no Metrô de SP.

Durante todo o mês de setembro a linha amarela do metrô de São Paulo receberá um projeto chamado Vagão do Acolhimento. A ação do movimento Falar Inspira Vida vai personalizar um vagão do metrô com expressões carregadas de julgamentos que as pessoas falam no dia a dia quando tratam de depressão.

São frases que podem indicar que uma pessoa precisa de ajuda especializada para tratar de um problema sério de saúde mental. Algumas delas são:

“Faz tempo que você tem chegado atrasado e feito um trabalho fraco. Não consigo mais confiar na sua entrega.”

“Nossa, nunca imaginei! Você não parece ter depressão”

“Ah, eu também sou ansiosa. Vivo estressada!”

“Pobre não tem depressão. Precisa trabalhar, não tem tempo para esse tipo de frescura, não.”

“Esses ‘aborrecentes’ só querem chamar atenção. Haja paciência!”

A ação também vai distribuir gratuitamente nas 27 estações da linha Amarela e Lilás o guia Depressão: quando saber falar e ouvir inspira a vida em sua versão impressa.

A ideia, de acordo com comunicado enviado à imprensa, é tratar do tema para as milhares de pessoas que, mesmo com a pandemia do novo coronavírus, precisam sair de casa diariamente para trabalhar.

O guia explica o que é a depressão, ensina a identificar seus sinais e sintomas. A cartilha também ressalta a importância de se conversar sobre o tema, indica como a depressão pode desencadear transtornos como burnout e bipolaridade, além de oferecer dicas de autocuidado, de como ajudar outras pessoas e de como buscar ajuda profissional.

A publicação tem 60 páginas e está disponível gratuitamente on-line. Você pode baixar diretamente aqui ou pode pegar o link no site Falar Inspira Vida.

O projeto Movimento Falar Inspira Vida é uma ação da Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, para o Setembro Amarelo com apoio da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), Centro de Valorização da Vida (CVV), Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, Instituto Crônicos do Dia a Dia (CDD) e Instituto Vita Alere.

“Nossa expectativa é que a sociedade brasileira esteja mais preparada para lidar com a doença, além de mostrar a importância de uma conversa acolhedora e livre de julgamentos”, diz Fabio Lawson, psiquiatra e Diretor Médico da Janssen, em comunicado enviado à imprensa.

Sobre o Setembro Amarelo

O Setembro Amarelo foi criado no Brasil em 2015 por iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). A escolha deste mês aconteceu porque 10 de setembro é o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, criado pela OMS em 2013.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a depressão afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. E é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 e 29 anos. Falar sobre o tema, sem tratar a saúde mental como um tabu é muito importante e pode ajudar a salvar vidas.

Falar sobre suas angústias, ansiedades e tristezas com amigos, colegas e familiares pode ajudar muito, mas nem sempre uma boa conversa vai resolver seu problema. Se precisar, procure ajuda de um profissional. No post Preciso de ajuda, e agora? Como encontrar o terapeuta ideal, nós explicamos como escolher um atendimento correto para você.

É importante que o consultório seja de fácil acesso, seja físico ou remotamente, que a pessoa que vá te atender tenha experiência com problemas como os seus e te deixe em uma situação confortável na consulta. Leia mais aqui.

Se você precisar de ajuda agora, peça ajuda. O CVV atende por telefone, chat, e-mail e carta, anote os contatos.

Caso você ou alguém que você conheça precise de ajuda, ligue para o número 188. Ele é gratuito, funciona de qualquer celular ou número fixo.

Você também pode conversar por escrito, por chat ou por e-mail. Veja os caminhos no site cvv.org.br.

Se o seu atendimento não for urgente, você pode enviar uma carta para um posto de atendimento, veja o endereço da sua cidade neste link.

Todos os atendimentos acontecem 24 horas por dia, 7 dias por semana, e são feitos de forma anônima. Você não precisa nem falar seu nome para os voluntários caso não queira.

O Centro de Valorização da Vida foi fundado em São Paulo em 1962 como uma associação civil sem fins lucrativos e em 1973, foi reconhecido como Utilidade Pública Federal.

A instituição presta serviço voluntário e gratuito e é muito conhecida por trabalhar com prevenção ao suicídio, mas seu foco é no apoio emocional. São cerca de 3.400 voluntários de 24 estados que realizam por volta de 250 mil atendimentos por mês.