NOTÍCIAS
30/04/2019 09:04 -03 | Atualizado 30/04/2019 12:48 -03

Ao lado de militares, Guaidó diz ter apoio para pôr fim à ‘usurpação do poder’ na Venezuela

Governo de Maduro minimiza a ação, diz que grupo de militares “traidores é reduzido” e que sofre tentativa de golpe.

NurPhoto via Getty Images

Ao lado de militares, o autodeclarado presidente interino da Venezuela Juan Guiadó afirmou que inicia nesta terça-feira (30) o fim da “usurpação” do poder no país. Até o momento um dos principais pilares para manutenção do ditador Nicolás Maduro na presidência é o apoio da Força Armada. Em resposta, o governo de Maduro afirmou que sofre “tentativa de golpe de Estado” e minimizou a ação.

No Twitter, o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, disse que o grupo de militares “traidores” é reduzido e chamou o grupo de Guiada de “ultradireita golpista e assassina”. “Estamos enfrentando e desativando um grupo um grupo reduzido de militares traidores que se posicionaram na distribuidora Altamira para promover um golpe de Estado.”

Comandante estratégico operacional da Força Armada, Remigio Ceballos afirmou que os militares estão unidos pró-Maduro. “Estamos vencendo contra um minúsculo grupo de desorientados e enganados”, disse no Twitter. 

O presidente da Bolívia, Evo Morales, declarou apoio ao regime de Maduro. Afirmou condenar “energicamente a tentativa de golpe de Estado na Venezuela, por parte da direita que é submissa aos interesses estrangeiros”. “Estamos seguros de que a valiosa Revolução Bolivariana, comandada pelo irmão Nicolás Maduro, se imporá a este novo ataque do império.”

 

‘Fim da usurpação’

A ação contra o governo de Maduro iniciou nesta manhã, com um vídeo de Guaidó ao lado de militares publicado no Twitter. Na gravação, o presidente autoproclamado pediu à população que saia às ruas de forma “pacífica”, pediu calma e coragem.

“Hoje, valentes soldados, valentes patriotas, valentes homens apegados à Constituição vieram ao nosso chamado. Nós também viemos ao chamado, definitivamente nos encontraremos nas ruas da Venezuela.” 

No vídeo, Guaidó, que preside a Assembleia Nacional, diz que o 1º de maio inicia nesta terça-feira (30). Estava prevista para o Dia do Trabalho, que é comemorado internacionalmente, uma marcha convocada pela oposição

“E, no 1º de maio, sabendo que hoje não há salário que dê conta, faremos a maior mobilização de nossa história para exigir que cesse a usurpação e por um governo de transição.”

Guiadó aparece nas imagens ao lado de Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular que estava em prisão domiciliar desde fevereiro de 2014. Não está claro como ele foi solto. Também no Twitter, ele reiterou as palavras do aliado oposicionista. Afirmou que “começou a fase definitiva para o fim da usurpação, a Operação Liberdade”.

Juan Guaidó se declarou presidente interino da Venezuela em 23 de janeiro. Em seguida, uma série de países, que hoje somam cerca de 50, o reconheceram como presidente. Entre esses, estão o Brasil e os Estados Unidos. Na época, Maduro prometeu ir ao combate. Houve manifestações de chavistas e da oposição em Caracas, que resultaram em 4 mortes.