MULHERES
14/08/2019 13:47 -03 | Atualizado 14/08/2019 14:04 -03

Ativista Greta Thunberg dá início a uma aventura 'sustentável' em alto mar

Aos 16 anos, a ativista fará uma viagem de duas semanas a bordo de um veleiro de regata “carbono zero”.

Kirsty Wigglesworth/Pool via REUTERS
A jornada da ativista continuará pelos Estados Unidos, Canadá e México e terminará na COP 25, no Chile.

A jovem ativista sueca Greta Thunberg embarcou nesta quarta-feira (14) para sua viagem de duas semanas pelo Oceano Atlântico, rumo aos Estados Unidos, onde participará de eventos sobre o clima em setembro.

A adolescente de 16 anos saiu de Londres em um veleiro de regata “carbono zero”, o “Malizia II”, construído em 2015, equipado com painéis solares e turbinas submarinas que permitem produzir eletricidade para o barco.

A embarcação conta com uma vela com a frase ”#FridayForFuture” e é comandada pelo alemão Boris Herrmann e pelo fundador da equipe Malizia, o monegasco Pierre Casiraghi.

O pai de Greta e um cinegrafista também participam da viagem. A sueca tem como primeiro destino a cidade de Nova York, onde participará da Cúpula do Clima da ONU em 23 de setembro.

A jornada da ativista continuará pelos Estados Unidos, Canadá e México e terminará na COP 25, marcada para entre os dias 2 e 13 de dezembro, em Santiago, no Chile.  

De acordo com relatórios do Business Insider, o cruzamento de 3 mil milhas durará cerca de 13 dias. O grupo passará pelo norte até a Groenlândia, depois ao longo da costa leste do Canadá e da Nova Inglaterra. O barco oferece apenas equipamentos essenciais. Não tem chuveiro, cozinha e banheiro. O grupo vai comer refeições liofilizadas e embaladas a vácuo.

Finnbarr Webster via Getty Images
Greta em coletiva de imprensa.

“Greta é educada, humilde, grata e muito instruída, ela fez muitas perguntas detalhadas sobre segurança”, explicou Herrmann.

Greta se recusa a viajar de avião por causa da alta emissão de carbono do transporte. No início do ano, ela foi de trem de Estocolmo a Davos, na Suíça, onde participou do Fórum Econômico mundial.

Emissão de gases - Um estudo revelado pela Sociedade Americana de Meteorologia em parceria com a Agência Climática do Governo Americano nesta terça-feira (13) concluiu que a emissão de gases causadores do efeito estufa na atmosfera bateu um recorde histórico em 2018.

O relatório, feito a partir de estudos de 475 cientistas em 57 países, incluindo o Brasil, ainda explica que a capacidade desses gases piorarem o aquecimento global teve um aumento de 43% desde 1990.

No ranking de países mais poluentes, os Estados Unidos lidera, seguido da China. Além disso, o documento revela que foi registrado um recorde no derretimento das geleiras mundiais.