OPINIÃO
21/12/2019 12:00 -03 | Atualizado 21/12/2019 12:00 -03

Como as GovTechs têm solucionado problemas pelo mundo

Mídias digitais alavancam cases de inovação e empreendedorismo na Colômbia e na Nova Zelândia.

alphaspirit via Getty Images
Colunista explica como tecnologia digital potencializa resultados das políticas públicas.

De que forma a tecnologia pode potencializar os resultados de políticas públicas? Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o uso e aplicação de tecnologias junto a governos, sociedade civil e setor privado, o BrazilLAB, primeiro hub de inovação Govtech no Brasil, e a Fundação Brava, organização sem fins lucrativos dedicada ao tema da transformação digital, estruturaram em parceria com o Centre for Public Impact (CPI) um repositório de cases de inovação e aplicação de soluções digitais. 

Esse projeto contemplou o registro de um conjunto de experiências desenvolvidas por diversos países e nas mais diferentes áreas de atuação governamental, tendo como denominador comum a adoção de ferramentas digitais para aprimorar os serviços prestados. As iniciativas foram concentradas em diferentes temáticas, como empreendedorismo, transporte público saúde e acesso à internet. 

Entre os casos, um destaque para o iNNpulsa, nome dado à Unidade de Gestão de Crescimento Empresarial do Governo Nacional, que foi implementado na Colômbia. Essa organização, que reúne empreendedores e gestores públicos para fortalecer o ecossistema de startups e de empresas de pequeno e médio porte no país, conseguiu canalizar cerca de US$161,6 milhões em suporte ao empreendedorismo e inovação no país logo nos primeiros anos de atuação.

Esse enorme resultado apenas pôde se concretizar porque o governo colombiano reconheceu que empresas, já em seus anos iniciais de desenvolvimento, têm uma capacidade para níveis extraordinários de crescimento e que esse movimento de investimento pode gerar impactos positivos em toda a economia nacional. 

Do outro lado do mundo, na Nova Zelândia, observamos um caso muito interessante que partiu de um diagnóstico realizado pela própria engrenagem pública.

Em 2010, o governo neozelandês determinou que garantir que todos os seus cidadãos pudessem ser conectados a serviços digitais seria uma prioridade. Com isso, nesse mesmo ano, foi criado o RBI (Rural Broadband Initiative – Iniciativa de Banda Larga Rural) que, por meio de uma parceria público-privada, buscou fornecer aos 630.000 cidadãos rurais do país acesso à banda larga de alta velocidade e todos os benefícios que a conectividade traz consigo, incluindo ensino à distância, finanças pela internet e serviços públicos digitais.

A iniciativa, ainda em curso, já apresentou progresso significativo: até dezembro de 2014, foram instaladas 104 novas torres, fato que garantiu uma cobertura de banda larga móvel em áreas rurais de 231.010 endereços.

Com a análise dessas experiências, esperamos compartilhar que, sim, é possível produzir mudanças consistentes, de maneira rápida e contínua com o apoio da tecnologia no setor público.

Para isso, é preciso transformar primeiro a cultura das agências governamentais, de forma que elas adotem uma mentalidade voltada à inovação e ao aprendizado constantes, com foco em resultados para mitigar riscos e garantir a eficiência dos serviços entregues à população.

A tecnologia veio para ficar, e temos que divulgar e fazer bom uso das possibilidades trazidas por suas soluções. 

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