LGBT
13/06/2020 12:05 -03

Google Arts & Culture cria acervo histórico da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

Em parceria com o Museu da Diversidade Sexual, plataforma torna público documentos históricos, como os panfletos de 1997.

Em momentos de pandemia, que impedem que eventos como a Parada LGBT aconteça, “uma conexão significativa é de vital importância”. É assim que o Google Arts & Culture apresenta a exposição “O Orgulho Ocupa a Rua”. 

Em parceria com o Museu da Diversidade Sexual, que ganhou espaço na plataforma, o Google Arts & Culture torna público acervo com materiais inéditos disponíveis na mostra Com Muito Orgulho!, realizada em 2018 pelo Museu.

“A Parada do Orgulho LGBTQIA+ representa um espaço genuíno e democrático de reivindicação, visibilidade e celebração para o país inteiro”, afirma a plataforma em comunicado.

A partir de agora, é possível ter acesso a documentos e imagens que comprovam o crescimento da Parada desde sua primeira edição, em 1997, até ela se transformar na maior manifestação da população LGBT no mundo.

A coleção traz registros como a celebração brasileira vista do alto, o brilho e o empoderamento das drag queens, a participação do grupo Mães pela Diversidade, o crescimento da participação das pessoas trans, panfletos de edições passadas, entre outros.

HuffPost Brasil
Luta das pessoas transgênero e transexuais em uma das primeiras Paradas do Orgulho LGBT de São Paulo.

Além do impacto brasileiro nesse cenário, em celebração aos 50 anos das Marchas do Orgulho, o Google também disponibiliza uma visita à história visual da Marcha pelo Orgulho de Nova York e  história de Stonewall.

Mesmo de casa é possível visitar o Monumento Nacional de Stonewall em 3D ou o próprio Stonewall Inn, o bar em que as primeiras revoltas que deram origem às Paradas pelo mundo aconteceram.

Já no Street View, é possível fazer um tour guiado pelo West Village e assistir a depoimentos de Paris Barclay, Rupaul, Patricia Field e outras celebridades sobre suas experiências.

O Google também apresenta mais de 5000 fotos que captam a essência de uma era e os arquivos digitalizados que restaram destas manifestações, além de imagens de um dos eventos mais famosos, o Mardi Gras, na Austrália.

Google Arts & Culture é uma plataforma do Google (também disponível em aplicativo) que oferece acervos para quem deseja aprender mais sobre arte e cultura, não só do universo LGBT.

Por meio dele, você pode explorar coleções de arte, descobrir obras em alta resolução, conhecer movimentos artísticos, biografias de grandes nomes e ter outras experiências culturais de forma gratuita.

Parada não ocupará a Avenida Paulista em 2020

MIGUEL SCHINCARIOL via Getty Images
Anualmente, evento reúne cerca de 3 milhões de pessoas na Avenida Paulista.

Com a 1ª Parada Online, realizada neste domingo, o evento se junta a outras organizações pelo mundo que, mesmo diante do surto de covid-19, seguem tentando reinventar as celebrações do orgulho de ser LGBT.

Veja página especial do HuffPost Brasil: ‘Orgulho Reinventado’

Em comunicado, a APOGLBT, organização responsável pela organização da Parada LGBT afirma que “todos são conscientes sobre as restrições que vivemos, a mobilidade urbana, o confinamento social” e estes fatores não poderiam deixar “a data de celebrar nosso Orgulho” de lado.

Transmitida simultaneamente em 12 canais no YouTube, a partir das 14h (horário de Brasília), tantos os convidados, quanto os apresentadores vão interagir remotamente, cada um de sua casa. A previsão é que a Parada tenha cerca de 8 horas de duração.

Fih e Edu, do canal Diva Depressão, serão hosts do evento, juntamente com os YouTubers Lorelay Fox, Mandy Candy, Jean Luca, Nátaly Neri, Louie Ponto, Spartakus Santiago, e Herbertt e Fernanda, do Canal das Bee.

Evento também será transmitido pelo canal da Dia Estúdio, responsável pela transmissão, da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT-SP), do YouTube Brasil e no da cantora Daniela Mercury.

A ONG afirma que esta também é uma oportunidade de coletar doações para o projeto “Rede Parada Pela Solidariedade” que, no atual momento, tem apoiado uma parcela da população LGBT em situação de vulnerabilidade ao fazer mutirões de distribuição de marmitas e kits de higiene pessoal.

“Nosso objetivo [com o evento] é ajudar e dar visibilidade para a comunidade LGBT como parte da estratégia da ONG de manter as pessoas seguras em suas casas e conectadas com o movimento”, diz comunicado da ONG.

Para 2020, o tema escolhido foi “Democracia”. E o slogan do evento escolhido foi “Sejamos o pesadelo dos que querem roubar nossa Democracia”. Mesmo com a alteração da data, o tema se mantém, segundo os organizadores.

“Estamos em um momento que exige por parte da sociedade organizada uma ação coletiva. A APOGLBTSP, organizadora da maior manifestação social e por direitos humanos de rua e que luta por igualdade, diversidade, direitos humanos e por democracia no Brasil vem a público conclamar todas as organizações que têm apreço pelo regime democrático e aos princípios fundamentais a unir forças”, diz texto do manifesto dos organizadores.

Organização responsável pelo evento diz que, por enquanto, a Parada presencial adiada para o dia 29 novembro, está mantida.

1ª Parada do Orgulho LGBT+ Online

Data: 14 de junho, domingo

Horário: das 14 às 18h

Transmissão oficial: GNTDia EstúdioAPOGLBT