ENTRETENIMENTO
30/01/2019 08:07 -02 | Atualizado 30/01/2019 09:42 -02

5 papéis marcantes da carreira da favorita ao Oscar Glenn Close

Atriz pode conquistar 1ª estatueta em sua 7ª indicação.

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Conhecida por interpretar mulheres fortes, Glenn Close pode ganhar o Oscar na pela da subserviente Joan Castleman, do filme A Esposa.

Com 3 prêmios de prestígio (Globo de Ouro, Critics Choice Awards e SAG Awards) acumulados em 2019, Glenn Close é a grande favorita para conquistar seu tão perseguido 1.º Oscar.

A atriz americana de 71 anos bateu na trave nada mais, nada menos que 6 vezes, 3 como coadjuvante e outras 3 como protagonista. Aliás, por conta desse históricos, muitos apostam que com A Esposa, Glenn vai, finalmente, ganhar sua estatueta.

Ela teve um começo de carreira no cinema explosivo. Dessas 6 indicações ao Oscar, 5 delas aconteceram na década de 1980. Mas fora da telona Glenn coleciona alguns dos prêmios mais importantes da TV e do Teatro. O papel da advogada Patty Hewes na série Damages lhe rendeu 1 Globo de Ouro, 1 Satellite Awards e 2 Emmy. Atuando nos palcos ela conquistou 3 Tony Awards.

Sempre muito técnica, Glenn ficou conhecida por seus papéis de mulheres fortes. Por isso mesmo é até irônico que ela possa conseguir um Oscar como a subserviente Joan Castleman, de A Esposa.

Mas isso só mostra sua versatilidade, brilhando na pele de personagens tão diversos.

Por isso, escolhemos 5 papéis marcantes da carreira de Glenn Close para você conhecer melhor essa atriz incrível.

1 - Ligações Perigosas (1988)

Uma das maiores injustiças da história do Oscar foi Glenn Close perder a estatueta para Jodie Foster (Acusados)  em 1989. Como a Marquesa Isabelle De Meurteuil na versão cinematográfica de Ligações Perigosas, Glenn se firmou como uma das maiores atrizes americanas da década de 1980. Só a cena final do filme do inglês Stephen Frears já deveria ter lhe valido o prêmio. Na sequência podemos ver seu domínio da arte de atuar, intercalando um momento de explosão com a incredulidade e raiva internalizada de uma situação em que ela é humilhada publicamente. Que cena maravilhosa!

2 - Atração Fatal (1987)

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A Marquesa Isabelle De Meurteuil pode ter sido o melhor papel de Glenn Close no cinema, mas o mais conhecido é, sem dúvidas, o da psicótica editora Alex Forrest no thriller hitchcockiano de Adrian Lyne, Atração Fatal. Em entrevistas dadas com o passar dos anos, Glenn brincava que sofreu por um bom tempo com essa personagem porque via o medo estampado no olhar dos homens. Obsessiva, vulnerável, perigosa, carismática… Alex Forrest virou um ícone dos anos 1980. Mesmo assim, ela não conseguiu o Oscar de Melhor Atriz em 1988, quando perdeu para Cher (Feitiço da Lua).  


3 - 101 Dálmatas (1996)

Você imaginaria outra atriz para viver a versão em live action da icônica vilã da Disney Cruella Cruel que não Glenn Close? Se imaginava, depois de ver 101 Dalmatas aposto que mudou de ideia. Glenn é até fisicamente parecida com personagem da animação. E ela rouba o filme totalmente. Até o fofinhos dálmatas não são páreo para sua divertida encarnação do mal. Ela nos faz rir até na cena em que mostra toda a sua aversão a bebês.

4 - O Reverso da Fortuna (1990)

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Todo mundo se lembra desse injustiçado filme do iraniano Barbet Schroeder como o que rendeu um Oscar de consolação para Jeremy Irons em 1991, já que ele deveria ter conquistado a estatueta de Melhor Ator com Gêmeos - Mórbida Semelhança (1988). Esse fato acabou ofuscando a atuação de Glenn Close, que interpreta  Martha ‘Sunny’ Crawford, a herdeira que é seduzida e morta pelo sinistro empresário Claus Von Bülow (Irons).

Como a produção foca mais no julgamento de Von Bülow, sua personagem aparece mais em flashbacks, mostrando um lado mais frágil da atriz, que tira de letra mesmo dividindo a tela com Irons, um ator que estava no auge de seu sucesso na época.

 

5 - O Mundo Segundo Garp

Glenn Close foi indicada ao seu 1.º Oscar, de Melhor Atriz Coadjuvante, logo em sua estreia no cinema. E com um papel nada convencional, o da autora feminista Jenny Fields, que vira uma celebridade ao escrever sobre sua experiência como mãe solteira na comédia dramática de George Roy Hill estrelada por Robin Williams.

Williams, que interpreta seu filho Garp (mesmo sendo apenas 4 anos mais novo que Glenn), já era um ator reconhecido com Popeye (1980) e a série de TV Mork & Mindy (1978-1982), e, mesmo assim, quem chama a atuação que realmente chamou a atenção foi a dela, como na cena em que Jenny paga uma prostituta para seu filho e fica horrorizada com o fato da prostituição ser um crime. “Por quê? É o corpo dela, ela faz o que quiser com ele”, diz a personagem nessa sequência bizarra e engraçada.